WELINGTON SABINO
FOLHA MAX
O episódio envolvendo um jato Airbus modelo A320 Neo da Companhia Azul na madrugada do dia 25 de novembro deste ano, que abortou a decolagem quando estava a 162 km/h na pista do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, foi classificado como acidente pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Relatório produzido pelo órgão mostra, no entanto, que a evacuação dos passageiros ocorreu sem a autorização dos pilotos.
Com isso, é possível entender o motivo de algumas pessoas terem se ferido ao serem lançadas ao solo pela
força do vento forte dos motores que ainda estavam ligados com o avião na pista. Relatos de passageiros que se machucaram, feitos para veículos de comunicação, apontavam que foi em decorrência do vento dos motores que eles caíram e sofreram arranhões nas pernas.
“Durante a corrida de decolagem, o painel de alarmes da aeronave apresentou uma mensagem relacionada ao sistema hidráulico. A decolagem foi abortada, ainda em regime de baixa energia. Após a parada da aeronave, mesmo sem o comandamento dos pilotos, ocorreu uma evacuação com a aeronave ainda sobre a pista”, diz trecho do relatório do Cenipa.
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De todo modo, o sistema de evacuação com utilização de escorregador inflável foi acionado. O pânico e histeria que se instalou entre os passageiros, resultou em correria dentro do avião com várias pessoas tentando descer ao mesmo tempo. Houve relatos de que uma pessoa teria pulado do avião e quebrado uma das pernas.
O relatório do Cenipa confirma que na aeronave estavam a bordo 152 pessoas, das quais seis eram tripulantes e 146 eram passageiros. Conforme o documento, uma pessoa (passageiro) sofreu lesão grave enquanto as demais saíram ilesas.
A aeronave estava em procedimento de decolagem, às 5h45, com destino ao Aeroporto Governador André Franco Montoro, ou seja, o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
No relatório produzido pelo Cenipa, órgão do Comando da Aeronáutica responsável pelas atividades de investigação de acidentes aeronáuticos da aviação civil e da Força Aérea, consta que os trabalhos relativos à ocorrência já estão finalizados e o avião de matrícula PR-YRH está liberado no tocante à investigação. Consta ainda que o acidente foi causado por uma “falha ou mau funcionamento de sistema/componente”.
No dia do acidente, a Azul divulgou uma nota para a imprensa na qual informava que os clientes evacuaram a aeronave por meio das saídas de emergência do avião. A Azul destacou que estava prestando todo o apoio necessário aos clientes e lamentou o ocorrido reforçando que ações como aquela “são necessárias para garantir a segurança de suas operações".