Assessoria

Secretário Bermudez, Taques e chefe do setor epidemiológico, não usam de meias palavras: temos que matar quem está nos matando.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Por Mato Grosso estar em situação de alarme e riscos reais com relação ao Aedes Aegypti e as doenças transmitidas por ele – dengue, zika, chikungunya e microcefalia – o Governo do Estado lançou nesta quarta-feira (23) um plano emergencial de combate ao mosquito, que só não circula em uma das 141 cidades mato-grossenses, Luciara.
O tom da “Campanha de Enfretamento ao Aedes Aegypti” é de perigo.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Uma peça publicitária para TV, exibida no lançamento do plano emergencial, não usa meias palavras. Para o governador Pedro Taques (PSDB), que estava presente no evento, a peça audiovisual é “forte e fala a verdade”.
No comercial, uma dona de casa é enérgica com o telespectador ao dar novamente o mesmo recado já tantas vezes repetido há mais de 10 anos. "Não deixar reservatórios nas residências, caixa d´água aberta, garrafa com a boca virada para cima, recipientes com água parada". Reforçando a seriedade da situação, a dona de casa do comercial dá uma bronca no expectador, lembrando que a febre chikungunya provoca dores intensas no corpo, que a dengue mata e que grávidas que tiverem zika podem gerar bebês com microcefalia.
Este ano 27.597 pessoas tiveram dengue, com confirmação laboratorial, em Mato Grosso, como registrou a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Isso significa um aumento de 132% em relação a 2014.
Os dados da dengue por si só já são alarmantes. Este ano 27.597 pessoas tiveram dengue, com confirmação laboratorial, em Mato Grosso, como registrou a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Isso significa um aumento de 132% em relação a 2014. Seis óbitos. Ano passado, foram cinco.
Mas também são preocupantes os casos de zika (2185) e chikungunya (172), além dos 78 bebês que já nasceram com microcefalia, filhos de mães picadas pelo Aedes e que desenvolveram a zika na gestação.
Mas também são preocupantes os casos de zika (2.185) e chikungunya (172), além dos 78 bebês que já nasceram com microcefalia
O plano emergencial, conforme o secretário Eduardo Bermudez, tem como diferencial mais recursos destinados especificamente para esta “guerra”. De R$ 20 milhões retirados do fundo voltado para o controle epidemiológico, ou seja, de doenças. R$ 13 milhões serão repassados igualmente para todos os municípios mato-grossenses, para todo tipo de iniciativa como o 'fumacê'. O restante será focado em locais onde a situação é ainda mais grave, porque é alto o risco de contaminação, como em cinco cidades: Araputanga, Rio Branco, Cláudia, Itanhangá, Barra do Bugres, Santa Carmem e Santa Terezinha. Entre as cidades de maior porte, proporcionalmente Várzea Grande também ostenta indicadores negativos, conforme a equipe técnica da SES.
Outra iniciativa são as web-aulas para qualificar servidores da área de saúde, não só quanto ao controle dos criadouros do mosquito, mas também no diagnóstico e registro dos casos, entre outros aspectos.
O secretário Bermudez afirma que o registro é fundamental porque é melhor enfrentar a realidade do que a subnotificação, que, segundo ele, sempre ocorre também, dando uma dimensão melhor ao problema do que ele realmente tem e comprometendo a reversão mais rápida de quadros de risco, como o de agora.
A secretária-adjunta de Políticas e Atenção à Saúde, Maria Salete, ressaltou que a expectativa é de em março já se ter um outro cenário, caso o plano emergencial surta efeito.
A secretária-adjunta de Políticas e Atenção à Saúde, Maria Salete, ressaltou que a expectativa é de em março já se ter um outro cenário, caso o plano emergencial surta efeito.
Para isso, a população “vai ter que colaborar”, o que tem feito, nesses anos todos, mas não de forma a mudar o quadro epidemiológico, que só se agravou.













