EUZIANY TEODORO
DAFFINY DELGADO
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que não mudou o decreto que limitava eventos a 30% do público por pressão de ninguém. O decreto, publicado na última quarta-feira (2), foi alterado hoje para liberar os eventos deste final de semana, sem limitações.
De acordo com o prefeito, a mudança não foi por pressão, apenas um “pacto” que ele fez com representantes do segmento de eventos, que estavam com programação marcada, sem tempo para fazer adequações.
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“Não foi pressão, foi o mesmo espírito democrático e aberto de diálogo que temos com todos os segmentos. Fui procurado por alguns segmentos de eventos, que demonstraram a preocupação com os eventos, principalmente deste final de semana, já que o decreto foi publicado na quarta-feira, então seria humanamente impossível se adequar”, explicou.
Segundo ele, a atuação neste final de semana será mais de fiscalização. “Então, orientamos a nossa fiscalização para ser compreensiva nesse final de semana, de forma que vamos exigir mais máscaras, distanciamento social, álcool em gel, ou seja, as medidas de biossegurança.”
A partir do dia 21 de fevereiro, antes do Carnaval, e até o dia 2 de março, Emanuel pactuou com os empresários que nenhum grande evento será realizado. Essa alteração será inclusa no decreto na semana que vem.
“Do Decreto em si, eu acordei com eles que, do dia 21 de fevereiro, que antecede o Carnaval, até 2 de março, quarta-feira de Cinzas, nenhum evento será realizado em Cuiabá, nos estádios, ginásios e casas de shows. Eles concordaram e fizemos esse pacto e essa parte do pacto será inclusa no decreto e tudo será seguido na maior normalidade. Com a graça de Deus, dentro de pouco tempo vencendo a pandemia e voltando ao normal nossa dedicação e trabalho”.
A respeito de críticas que recebeu de políticos, como os deputados Max Russi (PSB), presidente da Assembleia, e Eduardo Botelho (DEM), Emanuel garante que não influenciaram. Pelo contrário. Segundo ele, a grande maioria o apoiou.
“Ao contrário, foram mais críticas a favor. Foi Max e Botelho que foram contra e a Janaína a favor, mas muita gente, a maioria esmagadora, aplaudiu a nossa decisão. Então, não teve influência de nada, sinceramente. Foi apenas nosso espírito aberto e democrático de respeitar todos os setores da sociedade, principalmente de eventos cima da hora”.












