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06 de Novembro de 2015, 17h:40 - A | A

GERAL / OPERAÇÃO CORRIDA DO OURO

Dois policiais civis e um militar já estão na cadeia; PF prendeu sete

Há informações preliminares de que a PF vai desocupar 'de vez' o garimpo neste final de semana.

RepórterMT

Ao todo são 10 mandados de prisão. Três estão foragidos.

Ao todo são 10 mandados de prisão. Três estão foragidos.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



Já estão presos dois policiais civis e o oficial militar aposentado, acusados de comandar, à mão armada, a extração ilegal de ouro na Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, local que está sendo chamado de “nova Serra Pelada”.

Os policiais civis Reginaldo Aparecido Ferreira e Ademirson Júnior, lotados na Delegacia Municipal de Pontes e Lacerda, foram presos na cidade e estão no Presídio Miiltar de Santo Antônio do Leverger.

As prisões foram feitas pela manhã e à tarde desta sexta-feira (6), em Pontes e Lacerda e Cuiabá, pela Polícia Federal, que desencadeia a Operação Corrida do Ouro, por ordem judicial, dada em 16 de setembro, de interditar e desocupar o garimpo.

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Os policiais civis Reginaldo Aparecido Ferreira e Ademirson Júnior, lotados na Delegacia Municipal de Pontes e Lacerda, foram presos na cidade e estão no Presídio Militar de Santo Antônio do Leverger. O delegado regional Vitor Chab afirma que um terceiro civil, Everaldo Duarte Rodrigues, vai se entregar  a ele neste sábado (7). O quarto civil é Vítor Hugo Pedroso, conhecido como “Vitão”, que está foragido e não há notícias do paradeiro dele. “Vitão” é lotado na Delegacia de Delitos de Trânsito (Delatran) da capital. Os quatro são investigadores.

O quarto civil é Vítor Hugo Pedroso, conhecido como “Vitão”, que está foragido e não há notícias do paradeiro dele. “Vitão” é lotado na Delegacia de Delitos de Trânsito (Delatran) da capital. Os quatro são investigadores.

“O comportamento deles era público e notório. Constantemente podiam ser vistos no garimpo exercendo poder”, disse ao uma fonte da Polícia Civil em Pontes e Lacerda.

Os civis vão responder a processo administrativo na Corregedoria da Polícia Civil, que tem como pena máxima a exoneração do serviço público.

O oficial reformado da PM, Sebastião Rodrigues Filho, foi preso em Cuiabá. Por ser aposentado, vai responder na Justiça Criminal comum.

Os crimes imputados a eles são formação de quadrilha e extração ilegal. As penas máximas dos crimes somadas podem chegar a 20 anos de prisão.

Usando armas, de acordo com a PF, esses civis e o militar estabeleceram a “lei do silêncio” no garimpo, criando enormes dificuldades à investigação.

Usando armas, de acordo com a PF, esses civis e o militar, além de outros envolvidos, estabeleceram a “lei do silêncio” no garimpo, criando enormes dificuldades à investigação.

Além da prisão deles, a Justiça Federal determinou o afastamento temporário cautelar das funções públicas.

O delegado federal Ronald da Silva de Miranda, que conduz a Operação, confirmou, através da Assessoria de Imprensa da PF, que sete prisões já foram realizadas das 10 autorizadas. Faltam três ainda, sendo duas dos policiais civis, e por isso a Operação não finalizou.

Quanto às apreensões, a PF informa que foram recolhidos documentos e mídia de computador. Ouro, não.

Sete prisões já foram realizadas das 10 autorizadas. Faltam três ainda, sendo duas dos policiais civis, e por isso a Operação não finalizou.

Há informações preliminares de que a PF vai desocupar de vez o garimpo no final de semana. Ainda há resistentes na área.

Sobre a Operação Corrida do Ouro, a Polícia Civil emitiu nota. Confira na íntegra.

A Polícia Judiciária Civil acompanha a operação Corrida do Ouro, deflagrada em conjunto com a Polícia Federal, nesta sexta-feira (06.11), em Pontes e Lacerda (448 km a Oeste), para desarticular uma organização criminosa especializada na extração e comércio de ouro do garimpo ilegal, instalado em área da União.

A Corregedoria Geral da Polícia Civil informou que, paralelamente à operação da Polícia Federal, cumpriu buscas no município de Pontes e Lacerda, para apurar denúncias envolvendo policiais civis. No entanto, as investigações são sigilosas e que por conta disso, não é possível apresentar detalhes.

Quanto à operação Corrida do Ouro, a Corregedoria aguarda cópia do inquérito policial para instaurar processo administrativo disciplinar, uma vez que a investigação criminal está a cargo da Polícia Federal.

O delegado geral, Adriano Peralta Moraes, disse que a Polícia Civil deu todo apoio à ação da Polícia Federal. “São ações simultâneas da Corregedoria Geral da Polícia Judiciária Civil, da Polícia Federal e demais órgãos de persecução penal. É um processo doloroso toda vez que temos que agir cortando na própria carne, mas é necessário para o fortalecimento da Instituição”, afirmou.

A operação da Polícia Federal tem a participação de policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE), no cumprimento das ordens judiciais, e da Diretoria de Inteligência. 

 

 

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