DO REPÓRTER MT
Documentos revelados em primeira mão pelo RepórterMT se tornaram refereência nacional, quanto à repercussão do assassinato ocorrido em Confresa (1.169 km de Cuiabá), na quinta-feira (08), durante uma briga por política. No sábado (10) publicamos o laudo médico de 2020, que destacava que o assassino, Rafael Silva de Oliveira, sofria de esquizofrenia, tinha delírios, ideias homicidas e precisava de internação urgente. Também revelamos trechos da decisão judicial que negou a internação por duas vezes.
O material embasou a reportagem publicada neste domingo (11) pelo site O Antagonista e deu novo rumo à repercussão nacional do caso, que vinha sendo tratado como motivação exclusivamente política. Leia aqui a matéria do Antagonista
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Rafael matou o colega de trabalho Benedito Cardoso dos Santos cinco meses depois de ter a internação negada pela Justiça pela segunda vez. Quando foi preso, ele disse à polícia que matou durante uma briga por política. A vítima era apoiador do candidato Lula (PT) e Rafael do presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Infelizmente a política pode ter instigado, mas os problemas dele antecedem isso.
O RepórterMT divulgou que a família temia que um assassinato pudesse ocorrer e desde 2020, buscava a internação de Rafel, com base no laudo de que que ele havia sido diagnosticado com esquizofrenia e surto psicótico grave. O pedido foi negado pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande.
O argumento do magistrado para negar o pedido de tramitação do caso em urgência, na decisão de 2020, foi que em momento de pandemia de covid-19 a internação de Rafael não era a “melhor opção”.
O caso voltou a ser apreciado, pelo mesmo juiz, em 18 de março de 2022. Em sua última decisão, o magistrado ressaltou que “tutela judicial da saúde é assunto dos mais delicados, pois envolve o conflito entre a dignidade da pessoa humana e a limitação dos recursos estatais”. Contudo, a decisão foi por negar o pedido da família.
“Nesse sentido, evidencia-se imprudente e desarrazoado ordenar a internação do paciente em estabelecimento médico, contra a sua
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vontade, em meio a uma pandemia viral, colocando-se em risco a sua vida, em cenário na qual o mesmo sequer pôde optar pela medida”, argumentou o juiz.
Leia mais: Laudo de psiquiatra alertou que Rafael tinha delírios de perseguição e poderia matar
Em conversa com o Repórter MT, Werley Peres médico psiquiátra responsável pelo laudo, afirmou que diante das informações dos laudos médicos, os atos de Rafael não podem ser atribuídos a uma motivação política.
“Infelizmente a política pode ter instigado, mas os problemas dele antecedem isso. O ato dele explica, mas jamais justifica a ação de tirar a vida do outro. Como médico, a minha função é avaliar o melhor para o paciente no momento. E naquele momento de 2020, era a internação”, disse.
No sábado, o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), se manifestou pela primeira vez sobre a morte que virou notícia na imprensa nacional.
Bolsonaro afirmou que "lamenta qualquer morte que tenha motivação política, ou que tenha motivação por uma briga de torcida de futebol, qualquer motivação estúpida, a gente lamenta isso daí". A declaração foi dada o jornalista Thiago Nolasco, da Rede Record de Televisão. É a primeira vez que o chefe do Executivo Federal se pronuncia sobre o caso.
Leia mais:Bolsonaro lamenta a morte de trabalhador em MT por "motivação estúpida"














Bechara Jaqque 11/09/2022
AGORA MOSTRE QUE ESSE MESMO SUJEITO TEM UM PROCESSO POR LATROCINIO E OUTRO POR ESTELIONATO TRANSITANDO NO PJE MT. UM ESQUISOFRENICO NAO TEM CAPACIDADE INTELECTUAL PARA APLICAR 171 NA SOCIEDADE E NEM DESEJO AMBICIOSO PARA PRARICAR LATROCINIO.
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