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Rodada de conciliação no TRT contou com representantes dos trabalhadores, Governo, Assembleia e direção da Santa Casa
MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
Ficou para o próximo dia 7 junho a definição de quando o Governo apresentará uma data para pagar os sete meses de salários atrasados dos funcionários da Santa Casa de Miseriórdia de Cuiabá.
O levantamento financeiro para quitar as folhas salariais e a relação dos trabalhadores que serão indenizados deveriam ter sido apresentados nesta segunda-feira (27), pelo Governo e pela antiga direção do hospital em rodada de negociação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT 23ª Região). Diante do impasse, a juíza que cuida do caso, Ana Maria Fernandes Accioly teve que marcar uma terceira reunião "para prosseguimento da conciliação".
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Durante a rodada de negociação, o Governo - representado pelo procurador do Estado Felippe Tomaz Borges - informou que ainda falta concluir o levantamento, principalmente no que se refere ao valor devido pelo Estado pelo uso dos bens móveis do hospital. Segundo o Governo, só depois de finalizada essa etapa que será possível "apresentar informações concretas acerca dos repasses".
Em relação à antiga direção da Santa Casa, faltou a lista com os trabalhadores e respectivos créditos, "além dos demais dados anteriormente solicitados".
"Esclareço que da lista deverá constar valores incontroversos, ficando, desde logo, garantido o direito de cada trabalhador discutir eventuais diferenças que entenda devidas por meio de ação própria", ressaltou a magistrada na ata da reunião.
A juíza acrescentou que os dados do Governo e da direção da Santa Casa devem ser apresentadas na reunião do proximo dia 7, na sede do TRT, no Centro Político e Administrativo (CPA) de Cuiabá.
No encontro desta segunda, a Assembleia Legislativa - representada pelo deputado João José de Matos, membro da Comissão de Saúde - também reiterou a disposição da Casa de renunciar ao montante de R$ 3,5 milhões do seu duodécimo para ajudar a quitar os salários.
Também participaram da rodada de negociação, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso, Dejamir Soares; e o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviço de Saúde de Mato Grosso (Sessamt), Sidney Pedroso de Almeida,
Assim como na reunião passada, no dia 10 deste mês, a Prefeitura de Cuiabá não enviou representante. Diante da nova ausência, a juíza reiterou, em ata, o convite para que o prefeito Emanuel Pinheiro participe da próxima reunião, no dia 7 de junho.
Impasse
Na primeira rodada de negociação, o Estado pediu prazo de 15 dias para levantar os valores para quitar os salários.
Os sindicatos apresentaram um levantamento em que a dívida da Santa Casa com os trabalhadores seria de R$ 9,6 milhões, entre salários e vale refeição.
O Governo do Estado assumiu a administração da Santa Casa no último dia 2 de maio, por meio de uma Requisição Administrativa. O processo é diferente de uma intervenção estadual, que envolveria a mudança do CNPJ da instituição.
Com a medida, o Governo espera reabrir o hospital filantrópico que está fechado desde dia 11 de março e acumula dívidas na ordem de ao menos R$ 118 milhões.












