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15 de Fevereiro de 2025, 17h:57 - A | A

GERAL / ESTAVA BÊBADO

Corredora morre atropelada por carro dirigido por estudante de medicina

O suspeito de 23 anos estava visivelmente bêbado quando foi abordado pelos policiais. No carro dele foram encontradas latas de cerveja.

Reprodução

Danielle Oliveira, de 41 anos, estava acompanhada de outros corredores no momento do acidente.

Danielle Oliveira, de 41 anos, estava acompanhada de outros corredores no momento do acidente.

JOSÉ CÂMARA
DO G1-MS



A corredora Danielle Oliveira, de 41 anos, morreu atropelada por um estudante de medicina bêbado na MS-010, em Campo Grande, na manhã deste sábado (15). A atleta realizava um “longão”, treino de longa distância, e outros cerca de 20 atletas também corriam e pedalavam pela rodovia quando a vítima foi atingida. Apenas a idade do suspeito, de 23 anos, foi divulgada.

O motorista foi preso em flagrante, no local do acidente. Conforme apuração do Primeira Página, o suspeito estava visivelmente bêbado quando foi abordado pelos policiais. No carro dele foram encontradas latas de cerveja. O rapaz estava com uma pulseira de uma festa e com odor etílico.

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Danielle morreu enquanto treinava para a primeira maratona, que ia competir em Porto Alegre nos próximos meses. Além da corredora, outros colegas também realizavam o treino. O grupo era composto por cerca de 20 pessoas.

Corredores que estavam no local relataram que o estudante de medicina estava visivelmente embriagado e cheirando bebida alcoólica. O motorista fazia zigue-zague na pista, antes de atingir Danielle, segundo outros atletas que estavam no local.

O motorista dirigia pela MS-010, quando atingiu a corredora e uma amiga. A outra mulher foi encaminhada a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), no bairro Coronel Antonino, com luxações no corpo. Hora após, a corredora recebeu alta.

Assim que foi atingida, uma socorrista, que fazia parte do grupo de corredores, iniciou as manobras cardíacas em Danielle. Bombeiros chegaram ao local e tentaram reanimar a vítima por cerca de 1 hora, mas a mulher não resistiu e morreu às margens da rodovia.

Uma policial civil, também corredora, deu voz de prisão ao estudante de medicina. Com a chegada da PM (Polícia Militar), o suspeito foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde está preso em flagrante.

O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro. No entanto, a PM realizou um termo de constatação de embriaguez, documento suficiente para embasar a autuação por dirigir embriagado.

O crime será enquadrado como homicídio culposo, qualificado pela embriaguez ao volante; e lesão corporal culposa na direção de um veículo. O estudante de medicina deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (17).

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Garcia 15/02/2025

qualquer cidadão tem o poder de anunciar a prisão de uma pessoa que cometa flagrante delito. Não é necessária a presença da autoridade no momento do flagrante, basta o simples anúncio. Entretanto, os advogados, juízes e os desembargadores possuem foro privilegiado. Então, para que isso ocorra, esse crime tem que ser inafiançável.

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