RAFAEL COSTA
DO REPÓRTER MT
O cointerventor do Estado na Saúde de Cuiabá, procurador Hugo Felipe Lima, atribuiu ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) a responsabilidade pela confusão na Assembleia Legislativa, registrada na segunda-feira (5), que impediu uma conferência para debater o setor no cenário posterior aos serviços do gabinete da intervenção.
Hugo afirmou que a Prefeitura foi convidada a participar do debate, mas não enviou ninguém. Na opinião dele, ao invés de um representante oficial, Emanuel Pinheiro mandou "uma torcida organizada", uma atitude "covarde".
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"Fomos para debater a importância da continuidade dos serviços após a intervenção. A Prefeitura não mandou nenhum representante, mesmo sendo convidada oficialmente. O prefeito foi covarde, foi convidado e não compareceu. Ele fala que a gente fugiu de debater do povo, mas ali não havia povo, apenas torcida organizada. Ninguém foi ali para debater. O povo não estava lá", disse.
Hugo Lima ainda rebateu um dos pontos que tumultuaram a audiência. Os manifestantes disseram que há servidores da saúde de Cuiabá descontentes com os trabalhos da equipe de intervenção. "São mais de 7 mil servidores. E dos trabalhadores que converso muitos estão satisfeitos. O pagamento das férias, prêmio-saúde e ações rescisórias estavam atrasadas desde julho. Agora estão sendo regularizadas", concluiu.
A Conferência da Saúde de Cuiabá foi adiada após líderes comunitários, como Marcos Baiano, do bairro Pedra 90, ter tumultuado a sessão acusando o gabinete da intervenção de programar o fechamento da Policlínica do Coxipó. A partir daí, houve intenso bate-boca e o evento foi adiado.













