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14 de Dezembro de 2016, 16h:30 - A | A

GERAL / TRANSPORTE COLETIVO

Cálculo tarifário contém dados mentirosos para aumentar passagem, aponta Procon

A superintendente do Procon Gisela Simona relata que o calculo tarifário apresentou dados que apontam que toda a frota é de ônibus novos e com ar-condicionado

CELLY SILVA
DA REDAÇÃO



Com o início do processo de reajuste da tarifa do transporte coletivo de Cuiabá, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2017, o Procon estadual quer impedir que irregularidades cometidas no estabelecimento do preço passagem do transporte intermunicipal no ano passado sejam cometidas também na Capital.

“Para se ter uma ideia: a nota fiscal de combustível apresentada pela União Transporte era de Primavera do Leste, quer dizer, onde o combustível é muito mais caro que aqui", declarou a superintendente.

Ao a superintendente do Procon, Gisela Viana disse que dentre os problemas apontados, que indicam irregularidades no cálculo tarifário intermunicipal estão as informações sobre gastos com combustível, IPVA, quilometragem, entre outros.

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“Para se ter uma ideia: a nota fiscal de combustível apresentada pela União Transporte era de Primavera do Leste, quer dizer, onde o combustível é muito mais caro que aqui. Tem situação de quilometragem que teve 100 Km a mais de Cuiabá e Várzea Grande no ano passado. Como, se não teve mudança de rota? (...) No cálculo tarifário do ano passado, o intermunicipal estava como se todos os ônibus fossem com ar condicionado, que é o coeficiente mais alto. IPVA, eles pegaram uma referência de ônibus novos. E nossos ônibus não são novos!”, relata Gisela.

"No cálculo tarifário do ano passado, o intermunicipal estava como se todos os ônibus fossem com ar condicionado, que é o coeficiente mais alto. IPVA, eles pegaram uma referência de ônibus novos. E nossos ônibus não são novos!”, relata Gisela.

Ela enfatiza que todos esses dados foram utilizados no cálculo que definiu o preço da tarifa que é paga hoje no transporte intermunicipal e que é o mesmo dos coletivos de Cuiabá – R$ 3,60. “Estamos querendo ver se no transporte municipal esses problemas estão ocorrendo ou não. Se a municipal tem o mesmo custo e a intermunicipal está com problema, a gente não pode permitir que aumente porque vai acabar influenciando na intermunicipal, que é o que nós estamos avaliando”, argumenta a superintendente do órgão de defesa do consumidor.

Outro lado

Procurado pelo , o presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec), Alexandre Bustamante e nem a sua assessoria de imprensa atenderam às ligações para falar como está o processo de revisão tarifária dos ônibus urbanos.

Em nota que consta em seu site, o órgão informa que “todos os valores apresentados pelas empresas serão objeto de conferência por parte desta Agência Reguladora. Após a realização destes estudos que consideram os custos totais das Concessionárias para prestação do serviço e quantidade de passageiros que efetivamente pagam, o processo ainda deverá passar por análise do Conselho Participativo da Arsec (Órgão Superior de Representação e Participação da Sociedade na Arsec) e ainda a realização de audiência pública, para que, só então, a Arsec possa fixar a tarifa”.

A reportagem conversou com a assessoria de imprensa da Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU) que negou ter estipulado preço de R$ 4,20 para a tarifa, conforme havia sido divulgado e disse que apenas protocolou junto à Arsec, o pedido de revisão do cálculo tarifário.

Os valores dos custos das empresas com o serviço de transporte não foram informados porque, segundo a AMTU, esses dados são repassados todos os meses diretamente para a agência reguladora por meio das notas fiscais.

De qualquer maneira, a associação explica que o reajuste é inevitável pois mesmo que não houvesse aumentos ao longo do ano, como no preço do diesel, reajuste de salários, das peças dos veículos, ainda assim teria necessidade de reajuste porque houve diminuição do número de passageiros.

A AMTU também destaca que em Cuiabá, o setor público não subsidia o custo dos passageiros que possuem gratuidade, o que impacta no preço que é arcado totalmente pelos passageiros pagantes.

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Cpa 15/12/2016

E essa agência reguladora e um grande cabide de emprego.todos fantoches do prefeito e dos empresários.

alexandre 14/12/2016

coloca na mão de um Contador competente esta planilha de custos que a passagem cai pela metade e os transportadores terão que devolver valores ao Municipio...fazendo analise seria, mas as empresas são de políticos por isso que nada muda.

2 comentários

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