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24 de Setembro de 2025, 07h:00 - A | A

GERAL / SANCIONADA EM CUIABÁ

Associação LGBT quer derrubar lei que proíbe atletas trans de disputarem com mulheres

Eles querem que a lei seja considerada inconstitucional e que a Prefeitura pague indenização de R$ 600 mil.

Reprodução/Secom

Prefeitura pode ter que pagar multa por lei que restringe participação de atletas trans em competições realizadas em Cuiabá.

Prefeitura pode ter que pagar multa por lei que restringe participação de atletas trans em competições realizadas em Cuiabá.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



A Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso e a Defensoria Pública de Mato Grosso entraram com uma Ação Civil Pública contra a lei sancionada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que barra a participação de atletas transgêneros em competições esportivas femininas oficiais na Capital. Eles querem que a lei seja considerada inconstitucional e que a Prefeitura pague indenização de R$ 600 mil.

A lei prevê que o sexo biológico será o único critério definidor para a organização das equipes em competições esportivas realizadas na cidade de Cuiabá.

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Na petição, os autores da ação argumentam que a lei é inconstitucional por violar a repartição de competências estabelecida pela Constituição Federal. Eles argumentam que cabe à União editar normas gerais e aos Estados fazer a suplementação necessária, mas “jamais aos Municípios [cabe] inovar em campo privativo”.

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“Diante disso, a Lei Municipal nº 7.344/2025, ao vedar a participação de pessoas trans em competições esportivas e impor sanções a entidades desportivas, invade campo de competência reservado à União e contraria os mandamentos da Constituição Estadual. Configura, assim, inequívoca usurpação de competência legislativa, sendo formalmente inconstitucional”, diz trecho da petição.

Conforme os autores da ação, a lei municipal é “discriminatória” e “viola não apenas a repartição de competências federativas, mas também princípios constitucionais basilares” tais como “a dignidade da pessoa humana”, “os objetivos fundamentais da República de promover o bem de todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação” e “a competência privativa da União para dispor sobre o desporto”.

 

A associação e a Defensoria pedem, por fim, que seja paga uma indenização de R$ 600 mil a título de danos morais coletivos e “resistência ao preconceito” e “de afirmação da igualdade”. 

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Entenda a legislação questionada

A Lei Municipal 7344/2025 tem como autor o vereador Rafael Ranalli (PL). Após tramitação na Câmara Municipal, o projeto foi sancionado pelo prefeito Abilio Brunini. A justificativa da medida é evitar que mulheres sejam prejudicadas ao competirem com atletas trans.

A Lei prevê que a entidade, clube ou federação que descumprir a nova norma será multada em R$ 5 mil e que o atleta trans que omitir a sua condição responderá por dopping e será banido do esporte.

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Erael Rodrigues 25/09/2025

Não gosto desse partido do PL,mais,eu sou contra Homem disputar competição com Mulher.cada macaco no seu galho.

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Eduardo S. 24/09/2025

Isso não existe..querem ganhar de mulheres sendo homens geneticamente..caramba meu, criam uma modalidade de esporte com a sua categoria trans. daí tudo certo...poste mijando no cachorro de novo..chega

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2 comentários