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24 de Março de 2015, 20h:40 - A | A

GERAL / LEGADO DA COPA

Apesar de autorizadas por Taques, obras seguem paradas e conclusão é incerta

Serão prioritários os empreendimentos garantidos financeiramente via convênios com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Isso porque, caso não sejam concluídos dentro do prazo limite, o Governo do Estado pode ficar irregular em

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Com chuvas, canteiros que deveriam ser usados pelo VLT ficam alagados

Com chuvas, canteiros que deveriam ser usados pelo VLT ficam alagados

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



As obras da Copa do Mundo em Cuiabá e Várzea Grande, ainda não foram retomadas, apesar de já autorizadas pelo governo. Quem passa pelas trincheiras e viadutos ainda inacabados percebe que não há operários ou máquinas nas pistas, assim como os COT´s (Centro de Treinamentos) e as obras do VLT, que permanecem abandonados. 

Após 42 dias do decreto Nº 18, assinado em 10 de fevereiro de 2015 pelo governador Pedro Taques (PDT), retomando as obras, nada está, de fato, em andamento.

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Taques mandou suspender todas as obras em 2 de janeiro, para que fossem auditadas, devido aos diversos problemas técnicos e financeiros que apresentaram. O resultado da auditoria completa pode ser acessado AQUI.

Em nota enviada ao RepórterMT nesta segunda-feira (23), a Secretaria de Estado de Cidades (Secid), informa que o Governo quer “entregar as obras com qualidade. Para isso, tudo está sendo realizado de forma planejada. O planejamento é uma etapa de início das obras”.  A retomada atingirá os empreendimentos de mobilidade urbana, a Arena Pantanal, os dois Centros de

O VLT é a situação mais complexa. A auditoria vê relação entre a solicitação prematura dos vagões, com a intenção de mascarar o atraso da obra. A obra já consumiu mais de R$ 1 bilhão e não chega a 30% de conclusão.

Treinamento (COTs) e o VLT.

O titular da pasta, Eduardo Chiletto, afirmou que o reinício das construções está passando por etapas de planejamento, reuniões com as empresas responsáveis, além de repactuação de cronogramas físicos e financeiros. Chiletto destaca esta etapa inicial como primordial para conclusão das construções.

Serão prioritários os empreendimentos garantidos financeiramente via convênios com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Isso porque, caso não sejam concluídos dentro do prazo limite, o Governo do Estado pode ficar irregular em prestação de contas, o que o tornaria inapto a solicitar verbas federais para tocar os demais projetos importantes para Mato Grosso.

Também serão prioritárias obras que tiveram a interferência do Ministério Público Estadual e Federal e que motivaram Termos de Ajustamento de Conduta, os TACs, selados entre as partes.

Uma obra que junta estas duas condições é a problemática trincheira do bairro Santa Rosa. É um convênio com o Dnit e motivou um TAC. Ainda de acordo com a Secretaria de Estado de Cidades, está entre as primeiras que serão retomadas, mas ainda sem data marcada. Também estão entre as prioridades o complexo viário do Tijucal, a trincheira Jurumirim e o viaduto do Despraiado.

No caso do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, como está sendo devolvido à Infraero, não será atingido pelo decreto de nº 18.

Outra situação especial é a da Arena Pantanal, que está sob os cuidados da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), para o uso durante o campeonato estadual, que termina em maio. Só então a obra voltará à construtora Mendes Jr e às demais responsáveis pela construção do quinto estádio mais caro da Copa.

O VLT é a situação mais complexa. A auditoria vê relação entre a solicitação prematura dos vagões, com a intenção de mascarar o atraso da obra. A obra já consumiu mais de R$ 1 bilhão e não chega a 30% de conclusão.

A informação do Governo do Estado é que as obras relacionadas da Copa do Mundo devem ser retomadas somente em abril.

 

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