Assessoria

A única visita que está proibida, tanto internamente, quanto em quem vai entrar, é a íntima.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Agentes penitenciários que atuam nas prisões de Mato Grosso ameaçam fazer uma paralisação ou até mesmo greve, caso o governo do Estado não garanta o lançamento imediato do edital do concurso para o cargo.
Já vi mulher fazer bifes, dois, costurar e no meio colocar celular, drogas, dinheiro. Outras introduzem coisas na vagina. Então a revista é importante”, destaca o sindicalista.
A categoria alega que o número de profissionais ativos, ou seja, 2.500 servidores, é insuficiente para lidar com uma população carcerária de mais de 10 mil presos, o que transforma a jornada de trabalho em uma rotina estressante.
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A falta de profissionais, de acordo com o presidente dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen), João Batista Pereira, está comprometendo a revista de modo geral nas unidades prisionais de Mato Grosso, seja internamente ou de familiares e amigos que fazem visitas.
De acordo com Pereira, está fácil demais entrar com drogas nos presídios, assim como celulares e várias outras demandas que os condenados e provisórios solicitam “da rua”. Ele destaca alguns casos bizarros de tentativas frustradas, lembrando que na maioria das vezes é possível garantir a entrada escamoteada de objetos pequenos e médios. “Já vi tanta coisa, como gente jogando garrafa de água sanitária pelo muro, com drogas e celulares dentro. O preso, na sequência, pega a garrafa e parece que está recolhendo lixo. Vai ver o que é e são essas coisas. Já vi mulher fazer bifes, dois, costurar e no meio colocar celular, drogas, dinheiro. Outras introduzem coisas na vagina. Então a revista é importante”, destaca o sindicalista.
De acordo com a nota, sem o efetivo necessário, a categoria se sente como se estivesse “enxugando gelo” e a população carcerária está tranquila.
A única revista que está proibida, tanto internamente, quanto em quem vai entrar, é a íntima.
Na visão dele, a falta de efetivo é um dos motivos do presidiário acreditar que pode ficar “livre, leve e solto”, como aconteceu durante o Carnaval. Na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde cumpre pena a maioria dos presos de alta periculosidade de Mato Grosso, um grupo aparece em uma selfie fazendo leque com dinheiro, comemorando os lucros de boca-de-fumo no período de folia. A foto “viralizou” nas redes sociais.
Diante da gravidade do fato, o Sindspen emitiu nota.
Veja a nota aqui.
De acordo com a nota, sem o efetivo necessário, a categoria se sente como se estivesse “enxugando gelo” e a população carcerária está tranquila.
O presidente do Sindspen destaca que o que agravou ainda mais a insatisfação dos agentes prisionais é que o governador Pedro Taques anunciou concurso público na área de segurança pública, em janeiro deste ano, mas não abriu vagas para esta tarefa de manter a ordem e a disciplina nas unidades prisionais, assim como fazer escoltas até o fórum. Segundo ele, seria necessário abrir certame com pelo menos mais 500 vagas.
Quanto às escoltas, de acordo com o Sindspen, elas “descobrem” ainda mais as cadeias. No interior, como essas saídas são irremediáveis, muitas vezes apenas um agente penitenciário fica responsável por cinco ou seis presos.
Para definição sobre a greve, o Sindspen marcou uma assembleia geral da categoria, que será realizada dia 18, próxima quinta-feira, às 15h30, no Siagespoc.
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) adiantou ao
que só vai se manifestar assim que for tomada alguma decisão por parte do sindicato.














