Cuiabá, 01 de Outubro de 2022
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13 de Agosto de 2022, 15h:40 - A | A

ENTREVISTA / ACORDOU CEGA

Jornalista conta como superou e criou rede de ajuda; "O problema só é grande se você for menor que ele"

Amélia Barros é idealizadora da Lei Federal que garante direitos ao monoculares

LEANDRO MAIA
DO REPÓRTER MT



“Enxergar” o novo sentido da vida depois de perder a visão do olho esquerdo, foi o que trouxe motivação para Amália Barros seguir com novos propósitos. Aos 20 anos, a jovem nascida em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, foi diagnostica com Uveíte – causado por uma infecção chamada toxoplasmose. Foram dez anos de tratamento e 12 cirurgias até que foi necessário remover o globo ocular afetado. (Assista a entrevista abaixo)

Com a autoestima abalada, passou a usar um penteado em que a franja do cabelo cobria o olho cego. Nesse período, conheceu Thiago Boava e casou-se com ele. Desde 2016, a família mora em Campo Novo do Parecis-MT.

Como a estética já não era mais um incômodo, a jornalista inquieta descobriu que tinha outros motivos para se incomodar. No Brasil, a população com visão monocular sequer aparece nos registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo Amália, a ausência de dados prejudica as ações para melhorar a qualidade de vida de brasileiros ainda quantificados pelo Censo.

Para oferecer tratamento gratuito, a também ativista social decidiu criar o Instituto Amália Barros, formado por nove pessoas monoculares. Organização sem fins lucrativos, criada a partir da Lei Federal  14.126/20211, que reconhece os monoculares como deficientes, implanta, gratuitamente, prótese em praticamente todo o território brasileiro.

“Exceto o Acre, porque nunca teve um pedido de prótese de lá. Já implantamos 86 próteses oculares. A gente arca com as despesas de transporte, hospedagem, alimentação e a prótese que é feira em Campinas-SP." 

O tratamento é custeado através de arrecadação pela rede sociai dela, com 167 mil seguidores, no Instagram. “Eu conto a história da pessoa que vai receber a prótese. Aí recebemos R$ 1 ou R$ 2 reais em doações. Juntamos o montante e custeamos o tratamento”, conta.

No livro “Se Enxerga”, ela manda um recado para quem só vive reclamando da vida e diz: “O problema só é grande se você for menor que ele”, conclui.

Veja a entrevista: 

 

Contatos: 

Cel. (65) 99940-2200
@amaliabarros amaliabarros01@hotmail.com
https://institutoamaliabarros.org.br

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