KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
No fim de abril, o Governo Federal anunciou que pretende aumentar a mistura obrigatória de etanol na gasolina, saindo dos atuais 30% para 32%. A mudança ainda depende de aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), mas já gera preocupação entre especialistas do setor automotivo. Segundo o engenheiro mecânico Tarcísio Almeida, conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (CREA-MT), a alteração deve afetar principalmente motos pequenas, carros que não são flex e veículos mais antigos, especialmente os fabricados antes dos anos 2000.
Em entrevista ao
, Tarcísio explica que, no caso das motos de baixa cilindrada, que não possuem injeção eletrônica e ainda utilizam carburador, a maior concentração de etanol na gasolina pode provocar perda de desempenho, com redução estimada entre 5% e 7% da potência. Já nos carros não flex ou em modelos antigos, projetados originalmente para rodar apenas com gasolina ou com percentuais menores de etanol, além da perda de potência, também pode haver redução da autonomia e desgaste acelerado de componentes como mangueiras, juntas e anéis de vedação.
De acordo com o especialista, muitos desses veículos, principalmente os fabricados nas décadas de 1990 e 2000, foram concebidos para funcionar com gasolina contendo cerca de 22% de etanol, percentual bem inferior ao previsto na nova proposta do Governo Federal.
Confira:
Assista a entrevista na íntegra:














