LEANDRO MAIA
DO REPÓRTER MT
O secretário de desenvolvimento econômico de Mato Grosso, César Miranda, avaliou que os novos investimentos em infraestrutura irão fortalecer a economia do Estado. Com as autorizações da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério da Infraestrutura (Minfra) para a implantação de cinco novas ferrovias no Brasil, duas delas em território mato-grossense, ao em torno de 11,3 bilhões em investimentos, algumas cidades do interior serão beneficiadas com a geração de emprego e renda.
Os trechos são entre Santa Rita do Trivelato e Sinop (MT), e Primavera do Leste e Ribeirão Cascalheira. Além disso, durante entrevista ao Repórter MT, o secretário mencionou outros investimentos em obras de infraestrutura.
A 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso, orçamento previsto de R$ 11 bilhões (recursos 100% privados), 26 municípios serão impactados. Os trilhos vão ligar Lucas do Rio Verde e Cuiabá ao terminal de Rondonópolis, de onde a produção poderá seguir até o porto de Santos. Essa obra será lançada nesta segunda-feira (07), em Rondonópolis, pelo governador Mauro Mendes.
Outra obra importante é a duplicação da Rodovia BR-163, que será viabilizada com a transferência do controle da concessão para o Governo de Mato Grosso.
O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevê aporte de R$ 1,2 bilhão para conclusão da duplicação da rodovia entre Itiquira e Rondonópolis, na região Sul do Estado. Nos próximos dois anos será investido R$ 1,2 bilhão para a conclusão das obras no trecho mato-grossense da BR-163, com recursos próprios. Desse valor, R$ 300 milhões já estão no caixa da empresa estadual, enquanto o restante dos valores será repassado pelo Estado.
"São investimentos em logística tanto público quanto privado importantes que vão dando essa conotação cada vez mais forte de que Mato Grosso é o melhor lugar para investir, hoje, no Brasil e, talvez, no Mundo pela segurança jurídica e com todas as políticas que foram implementadas e que estão sendo implementadas", diz Miranda.
"Uma obra de infraestrutura demanda uma série de serviços e desenvolve a região por onde está se passando a estrada, onde vai passando o asfalto e a ferrovia, há uma demanda maior de emprego, as pessoas vão se qualificando, vão chegando e se instalando. E tudo isso você dinamiza o comércio", diz o Miranda.
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