A saída de Eder Moraes do governo Silval Barbosa (PMDB) não pode ser tratada como mais uma mudança no staff, como diz o governador. A exoneração do ex-homem forte do governo Silval e de seu antecessor, Blairo Maggi, representa, na verade o fim de uma Era. Com todos os seus problemas de relacionamento, uma coisa não se pode negar, Eder é um executivo competente e bem articulado, ou não chegaria onde chegou. Sua saída já deveria ter ocorrido há muito tempo, ainda no escândalo das Land Rovers. Eder protagonizou uma série de fatos que afetaram diretamente o governo, já desgastado por conta de obras da Copa que nunca saíam do papel. Justamente agora, que elas começaram a sair, e justiça seja feita, grande parte por conta do trabalho de Eder, explode mais uma briga de egos no Paiaguás, que culmina com sua demissão. A grande ´preocupação, agora, é justamente essa. O que vai acontecer com as obras da Copa? Vão ser colocadas em xeque também, assim como Eder? O MP vai entrar no jogo e pedir para parar tudo e investigar alguma coisa na Secopa? O governo e outras entidades vão pedir auditorias ou coisa assim na Secopa e, com isso, parar tudo outra vez? Não seria melhor ter segurado Eder até que tudo estivesse, definitivamente em andamento? Ninguém aqui defende Eder Moraes, muito pelo contrário, mas sim interesses comuns de todos os mato-grossenses, que é a realização, com decência da Copa do Mundo em Cuiabá, e as obras que vão ficar como legado. A saída de Eder, neste momento, pode ser um tiro no pé do governo e, consequantemente nas obras da Copa. Deus queira que não!












