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19 de Fevereiro de 2013, 16h:24 - A | A

CIDADES / POLICLÍNICA DO PLANALTO

Vereador critica situação caótica e vê risco de interdição

“Esse lugar está incompatível para realizar atendimento médico. Esta policlínica está passível de interdição da vigilância sanitária

DA REDAÇÃO



O presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá, vereador Ricardo Saad (PSDB) apresentou durante a sessão plenária desta terça-feira (19), o relatório parcial da “Rota da Saúde”, que começou na última sexta-feira (15).  O parlamentar afirma que se surpreendeu com a atual situação da saúde pública do município. “Eu tinha uma perspectiva diferente do que nós encontramos. Achava que estava um pouco melhor, mas a situação está muito crítica”, disparou o tucano fazendo referencia a policlínica do Planalto.

 

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Para o vereador, o prédio poderia ser interditado facilmente, já que encontra-se em péssimas condições estruturais e de higiene. “Esse lugar está incompatível para realizar atendimento médico. Esta policlínica está passível de interdição da vigilância sanitária. A situação lá está muito feia. A vigilância tem que ir lá interditar, mas infelizmente quem vai perder é a população. Então, é melhor mantê-la aberta, por isso que Não faço a denúncia”.


Além da policlínica do Planalto, Saad acompanhado dos vereadores Renivaldo Nascimento e Oseas Machado, vice-presidente e membro da Comissão respectivamente, também visitaram a do verdão. A principal demanda da unidade é a ausência de médicos, o que tem dificultado o fechamento das escalas de plantões noturnos e de finais de semana. A baixa remuneração seria o motivo da dificuldade na contratação.
 

O parlamentar ainda se indignou com o fato de as unidades de saúde não oferecer exames ultrassom. As policlínicas de Cuiabá só realizam exames de laboratório e raio x. “Como que uma Policlínica ainda não realiza este tipo de exame? Isso pode atrasar o tratamento de um paciente, porque ele vai lá, consulta e o medico encaminha ele para a Central de Regulação para fazer a ultrassom e lá você espera 60, 90 dias para fazer o exame. Agora você imagina UMA mulher gravida esperar tudo isso. Vou fazer o maior esforço para reverter isso”, critica.
 

A Comissão irá percorrer as quatro demais policlínicas nesta sexta-feira (22). A intenção do grupo é fiscalizar todas as unidades de saúde da Capital no período de um mês. Na próxima semana começaram as visitas aos PSFs. Após o termino deste trabalho, será elaborado um relatório final qual será encaminhado para o prefeito Mauro Mendes (PSB), com cópia para o secretário de Saúde, Kamil Fares. A Comissão dará um prazo de 60 dias para que o Executivo comece a tomar as providencias cabíveis. Caso não seja feito nada, Saad afirma que fará a denúncias aos órgãos competentes, e ainda pedirá a substituição do secretário.
 

“O descaso com a nossa população é muito grande. Isso não pode permanecer assim. O vereador tem força para denunciar, afinal, somos os fiscais do povo. Vou entregar o relatório e dar um prazo para que eles tomem as providências cabíveis. Caso isso não aconteça vou pedir a cabeça do secretário e buscar os órgãos competentes”. Garante.


REPASSES – Saad ainda aproveitou seu espaço em plenário para denunciar o atraso, por parte do Governo do Estado e da Prefeitura, no repasse para os hospitais conveniados do Sistema Único e Saúde (SUS).


De acordo com ele, o recurso oriundo do Ministério da Saúde entrou há uma semana, contudo, ainda não foi repassado aos Hospitais. Desta forma, os anestesistas já estão se organizando para entrar em greve.

 

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