MAYARA MICHELS
A Corregedoria da Polícia Militar não pretende exonerar das funções o soldado Fernando Augusto Gomes Bezerra Júnior, de 29 anos, após ser encontrado. Fernando desapareceu depois de assassinar a esposa Maria das Graças Araújo Silva, de 30 anos e seu primo Gregório Gomes Bezerra Neto, de 25 anos, na manhã desta quarta-feira (28). Ele fugiu levando a filha de 3 anos.
O corregedor da PM, Jorge Catarino, disse, por meio da assessoria, que o policial não será exonerado, pelo menos não de imediato, por que não cometeu crime militar e porque o crime foi cometido fora do horário de trabalho. Por isso é caso de Justiça comum.
Ainda segundo o corregedor, assim que ele aparecer ele deverá responder criminalmente pelo que fez, e preso, caso a Justiça determine. Porém, avisou que, até que a Justiça o condene, deve continuar em suas funções na polícia militar, no máximo trabalhando em um regime diferenciado – fora das ruas.
A Corregedoria pretende esperar a conclusão das investigações e ouvir o policial, para só depois abrir um processo administrativo. Até que isso ocorra, o soldado continua escalado no 10º Batalhão da Polícia Militar e recebendo salário.
Entendo o caso
Fernando Augusto matou a esposa e seu primo Gregório dentro de casa, na Rua Comandante Costa, às 7h30 desta quarta-feira (27). O primo morava em uma casa nos fundos da casa do policial.
Segundo a família, assim que o soldado chegou em casa na manhã de hoje, encontrou a esposa na casa dos fundos. Após uma discussão entre o casal, ele sacou a arma e atirou na mulher e no primo que tentou fugir ao ouvir os tiros. Uma policial contou que a mulher estava descomposta, com o que chamou de "roupa de dormir", o que deu origem à tese de crime passional.
Após cometer o duplo homicídio, ele fugiu com a filha de 3 anos e com a arma utilizada no crime. Maria morreu na sala e Gregório morreu na frente da casa.











