ALINE FRANCISCO

Na próxima quarta-feira professores realizam protesto em frente à prefeitura de Cuiabá (Foto: Reprodução/ Internet)
ALINE FRANCISCO
A direção Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), subsede Cuiabá, ainda não foi notificada sobre a decisão do Tribunal de Justiça de por fim a greve dos professores e técnicos da educação municipal, sob risco de multa diária em caso de descumprimento. De acordo com o presidente do sindicato, João Custódio, a greve permanece ‘firme e forte’.
O desembargador do TJ, Rubens de Oliveira Santos Filho, decretou o retorno imediato dos profissionais, caso descumprida a determinação, o sindicato sofreria a multa diária de R$5 mil. A decisão foi dada para atender a antecipação de tutela pedida pela Prefeitura. O prefeito Mauro Mendes (PSB) alega que já concedeu o reajuste no valor de 12,77%. O percentual é a somatória dos reajustes de 5,8% nos meses de fevereiro e março deste ano, referente ao ganho real para o salário dos educadores, e 6,97% de reposição de perdas inflacionárias na data-base da categoria, em julho.
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No entanto, a informação foi contestada por Custódio. Segundo ele, o reajuste de 5,8% foi acordado durante o segundo turno das eleições para prefeito em 2012. “Foi um compromisso do Mauro quando ele ainda era candidato”, explica ao argumentar que o reajuste não faz parte da gestão de Mendes. Custódio confirma apenas o valor de 6,97%.
“Nossa greve permanece e por tempo indeterminado, vamos realizar uma assembleia para analisar o movimento, e na quarta-feira (28), às 14h, vamos realizar uma manifestação em frente da Prefeitura de Cuiabá. Queremos que o prefeito receba os profissionais e apresente uma proposta para por fim em definitivo a paralisação”, diz Custódio.
Com a paralisação, cerca de 53 mil alunos, em 84 escolas e 46 creches da Capital, estão sem aulas.








