INARA FONSECA 11h00
DA REDAÇÃO
Com cartazes, trio elétrico e nariz de palhaço o movimento grevista do Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT), antiga Escola Técnica Federal, saiu às ruas nesta sexta-feira (19) em manifesto a favor da melhoria na educação. No final do protesto, os manifestantes pararam em frente à sede da Agecopa, na Avenida Lava Pés, denunciando a má distribuição de investimentos que ocorre no Estado.
"Gasta R$ 400 milhões para construção de estádio e não tem R$ 4 milhões para melhoria da infraestrutura da escola?", falavam de cima do trio os sindicalistas.
Em frente à Agecopa, estudantes, professores e técnicos chamavam por Eder Moraes e pediam para que o presidente da agência intercedesse pela qualidade da educação em Mato Grosso. "Não somos contra a Copa. Nós só queremos a estrutura que vocês têm. Os dirigentes estão em sala confortável, no ar-condicionado, com internet. Nós estamos aqui no sol quente lutando por salário dignos, concurso públicos e melhor infraestruruta", afirmou o professor Saldanha de cima do trio.
Apesar do apelo, ninguém da alta cúpula da Agecopa saiu para conversar com os manifestantes. De acordo com estudantes, apenas um segurança apareceu na porta da sede, para impedir que entrassem.
Além da Agecopa, o movimento também parou em frente à sede do Ministério Público Federal, na Avenida Getúlio Vargas, por aproximadamente 10 minutos. No local, entoavam que a culpa da paralisação era da presidenta Dilma Rouseff (PT).
De acordo com Sandro Lucose, professor de artes e inglês da IFMT, além de reajuste salarial, o protesto também é pela reabertura de processos de contratação e construção de novos campi. "Em alguns lugares, as aulas ocorrem em campi emprestados", relatou o professor.
Além da IFMT de Cuiabá, os campi de Cáceres, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, São Vicente, Cuiabá, Campo Novo do Parecis, Pontes e Lacerda.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!














