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25 de Abril de 2013, 10h:27 - A | A

CIDADES / AVENIDA DAS TORRES

Kamil admite ser dono de área e diz que doaria terreno para 'UPA'

Para o secretário a instalação da UPA não valorizaria a região, mas causaria transtornos. Segundo Fares, a valorização da área que pertence a ele não o beneficiaria, pois o terreno já foi negociado com uma construtora

ALINE FRANCISCO



A instalação da Unidade de Pronto Atendimento do bairro Pascoal Ramos está dando o que falar. Primeiro técnicos da Prefeitura classificaram a área como imprópria para a construção da unidade, o que contrariou os moradores da região que aguardavam os inicio das obras, paralisadas em janeiro deste ano.


Segundo o relatório da Prefeitura, a área era considerada pantanosa e não seria viável a instalação de uma unidade de saúde no local, no entanto, após a análise de documentos e vistoria, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado (CREA/MT) concluiu pela normalidade do solo para construção civil. “Somos favoráveis à manutenção da obra no local, obra essa já licitada e iniciada, bem como efetuado gastos públicos”, diz o relatório.

Após a confirmação de que a área sondada para a implantação da UPA está localizada na Avenida das Torres, região onde o secretário de Saúde, Kamil Fares é proprietário de um terreno, diversas especulações surgiram, dando conta de que o secretário estaria tentando alterar a localização visando benefício próprio.

Kamil se defende. “Isso é falta de imaginação. Eu, o prefeito Mauro Mendes e outro assessor visitamos a região da UPA do Pascoal Ramos para ver o que estava acontecendo, pois o secretário Marcelo Padeiro apresentou os relatórios da área, informando sobre as dificuldades no terreno. Quando voltamos de lá, passamos por esse lugar onde minha família tem um terreno, ele elogiou a área, aí expliquei que era uma herança de família, inclusive havia doado um hectare para a Associação Espirita, então o prefeito disse que iria desapropriar a área, aí falei que não precisava desapropriar, que nós doaríamos 1 hectare para a prefeitura. Foi somente isto”.

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Para o secretário a instalação da UPA não valorizaria a região, ao contrário, causaria até mesmo transtornos aos moradores. Segundo Fares, a valorização da área que pertence a ele não o beneficiaria, pois o terreno já foi negociado com uma grande construtora, que deve empreender a construção de um condomínio de casas. “A UPA não vai fazer diferença nenhuma, carros transitando durante o dia e a noite até prejudica quem mora na região. O projeto para a construção de um condomínio já existe há mais de três anos, só não saiu do papel por que houve uma divisão dentro da empresa. O empreendimento faz parte de um acordo entre duas construtoras. Não tenho intenção de construir, sou médico”.


Kamil suspeita que o excesso de polêmica pode até ter outros interesses que não refletem a vontade da população. “Provocou tantos comentários, que estou pensando que possa ter uma conotação secundária. Alguns interesses políticos, de candidatos, que pode não ser interesse da população”, conclui. 


A OBRA -  A UPA do Pascoal Ramos foi orçada em R$ 3,1 milhões, desse total R$2,6 milhões seriam provenientes do Ministério da Saúde (MS) e o restante seria a contrapartida da prefeitura de Cuiabá.

A primeira parcela, no valor de 1,6 milhão, foi disponibilizada ao governo municipal em 07 de dezembro de 2011. Mesmo antes de iniciar a construção, a prefeitura realizou um aditivo de R$ 264 mil para a instalação de batistacas, o valor corresponde a 23% dos 25% de aditivos recomendados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).


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ICE PEPPER 26/04/2013

Policia,cadeia nos 171,cade o Ministério Público?O povo está cheio de ser enganado.

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