JOÃO RIBEIRO
Principal via para a ligação dos terminais de Cuiabá com Várzea Grande, do Veículo Leve Sobre Trilho (VLT), a Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), ainda não tem data para ser interditada para o início das obras que vão instalar os trilhos do modal. Só neste ano, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) determinou duas datas para o fechamento parcial do trecho, no entanto, os prazos não foram cumpridos.
Segundo a Secopa, a interdição parcial da Prainha era para ter sido realizada no dia 11 de abril, mas no dia, a data foi remarcada para a segunda quinzena de maio. O consórcio que está realizando as obras do VLT faz, no momento, apenas uma prospecção arqueológica de toda a extensão da Avenida, devido à fragilidade do local, que possui um córrego sob o asfalto.
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A prospecção tem o intuito de coletar o material do solo para uma análise detalhada. As atividades fazem parte do programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, executado pelo consórcio VLT e tem o objetivo de resgatar e resguardar os exemplares históricos. A empresa executa esse trabalho antes das escavações do solo para ter o reconhecimento da área.
A Prainha é um dos trechos principais do VLT porque “liga” os dois municípios vizinhos. A interdição parcial da avenida compreende o trecho que vai da XV de Novembro até o início da Historiador Rubens de Mendonça (CPA). Quando for interditada, apenas uma faixa em cada sentido será liberada para os motoristas trafegarem na via. A previsão é que as obras durem no mínimo seis meses.
Talvez pelos atrasos do início dessas interdições, aumentam ainda mais as especulações de que o modal não ficará pronto para a Copa. No entanto a interdição da Prainha não é o único entrave para a execução da obra.
A Secopa ainda trava uma batalha jurídica com os locatários da via. Os comerciantes brigam na Justiça por um valor maior de indenização. Eles alegam que as verbas determinadas pela Secretaria estão abaixo do mercado e não são condizentes com seus faturamentos mensais.
A Secopa não informou o motivo dos atrasos e um prazo para a interdição da via. O prefeito Mauro Mendes já teria dito a interlocutores que, se a Secopa fechar a avenida e não iniciar obras em tempo adequado, mandaria liberar o tráfego.









