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27 de Novembro de 2012, 16h:11 - A | A

CIDADES / VÁRZEA GRANDE

Alunos sofrem com falta de água e luz nas unidades de ensino

Funcionários, professores e alunos sofrem com a falta de limpeza do banheiro e de água no preparo do lanche.

ANDRÉA HADDAD



Quase 300 crianças em Várzea Grande são prejudicadas pela falta de estrutura nas unidades de ensino do município. A denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público em Várzea Grande (Sintep-VG). Na escola municipal Ana Rosa da Silva, na avenida Dom Orlando Chaves, no Cristo Rei, aproximadamente 200 alunos não podem ingerir a água do reservatório local por insalubridade, conforme denúncia da funcionária administrativa Jurema Magalhães da Silva Lucas. “O líquido é de péssima qualidade, com gosto ruim em função do acúmulo de ferrugem”, relata. 


Ela explica que, com o tempo, o reservatório de 7,5 mil litros foi corroendo, soltando ferro na água, até que furou. “A água chega na escola, mas não temos reservatório para armazenar”. A diretoria enviou ofício à secretaria municipal de Educação, comandada por Eder Moraes, que alegou falta de recursos para a compra de um novo reservatório. O custo estimado é de R$ 6 mil.

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Enquanto isso, funcionários, professores e alunos sofrem com a falta de limpeza do banheiro e de água no preparo do lanche. “Estamos nos virando, comprando água mineral para os estudantes. Tivemos que pegar água da rua para lavar banheiro”, aponta a funcionária.


Já no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), Eleuza Maria Souza Santos, no Parque São João, falta um padrão de energia elétrico trifásico. Não há luz para atender 80 crianças há 20 dias. A creche foi inaugurada em julho deste ano, com padrão bifásico. A Rede Mato-grossense de Centrais Elétricas (Cemat) fez uma inspeção no local e “cortou” a energia ao apontar para a necessidade do padrão trifásico.


“Quando recebemos a obra, não tínhamos conhecimento deste problema, quem fez a ligação com padrão bifásico foi a construtora. Também descobri que a conta de energia não estava em nome da prefeitura”, relata a diretora, Marli Arruda. Ela disse que já regularizou a situação, com a criação de uma unidade consumidora e a transferência para o nome do Executivo. “Mas precisamos da verba para comprar o padrão trifásico e a prefeitura diz que não tem recursos”, reclama. Segundo ela, o equipamento custa entre R$ 800 e R$ 1 mil.


Enquanto isso, não há como utilizar no local ar-condicionado, freezer e geladeira, por exemplo. “A bomba de água também não funciona. Guardamos a merenda em outra creche e ficamos baldeando. À noite, o guarda faz a vigilância no escuro e, com isto, corre até risco de morte”, lamenta. 


CONTRAPONTO


O secretário de Educação Eder Moraes diz ter sido notificado sobre as duas denúncias. Ele garante que vai tomar providências para sanar os problemas até esta quinta (29). Segundo Eder, um veículo da prefeitura e outro locado vão ser disponibilizados na próxima semana para levar servidores às unidades escolares a fim de atender aos pleitos.

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