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14 de Março de 2021, 12h:50 - A | A

CORONAVÍRUS / DOSES DE SPUTNIK V

MT pode comprar vacina russa com entrega para novembro

A aquisição do imunizante da União Química pelo Estados é negociada por intermédio do Governo Federal

Reprodução

Governador diz que a União Química pode fabricar doses de Sputnik para os estados após terminar de fornecer as doses compradas pela União

Governador diz que a União Química pode fabricar doses de Sputnik para os estados após terminar de fornecer as doses compradas pela União

SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM) revelou, na última semana, que a União Química, que fabrica a vacina russa Sputnik V, está aberta a fornecer a vacina contra covid-19, para os governos estaduais, mas com possibilidade de entrega para outubro ou novembro. Para antes, a produção do laboratório está toda vendida.

A fábrica da Sputnik V informou a possibilidade para depois da efetivação da entrega das 10 milhões de doses, que estão sendo fabricadas para o Ministério da Saúde, prevista para maio.

"A partir daí é nesta janela que os estados estão negociando com a União", disse ele ao garantir que não estão medindo esforços e nem recursos para tentar comprar o imunizante.

Mauro contou que os governadores negociam com o Governo Federal a compra de 25% da população dos estados e, assim, não causará nenhum desiquilíbrio à vacinação regional, ao Plano Nacional de Imunização (PNI), como teme o Ministério da Saúde.

“Se todos os estados comprarem 25% vai chegar 25% para todo mundo. Ele (Governo Federal) falou inclusive que paga a conta", observou o governador.

A proposta de entrega das vacinas entre outubro e novembro não resolve imediatamente o problema de Mato Grosso, mas Mauro mesmo assim não descarta a aquisição.

A fabricante da vacina Pfizer respondeu à tentativa de compra do governador, dizendo que não vai negociar com nenhum governo estadual, somente com governos federais.

"Até agora não encontramos ninguém com proposta firme para vender no curto prazo. Já recebi proposta para entregar em outubro e novembro. Isso pode nos interessar, mas não resolver nosso problema agora", concluiu.

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