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12 de Junho de 2014, 09h:41 - A | A

CIDADES / SAÚDE PARA A COPA

Sindimed alerta para piora no atendimento no PS; Mendes reclama de falta de recursos

É esperada a vinda de 120 mil turistas para Cuiabá durante os jogos da Copa do Mundo

Divulgação

Pronto-Socorro de Cuiabá mesmo com crise interna, é considerado de referência no Estado

Pronto-Socorro de Cuiabá mesmo com crise interna, é considerado de referência no Estado

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



Cuiabá vai receber nos próximos dias uma demanda de aproximadamente 120 mil turistas, que visitarão a capital mato-grossense para assistir os quatro jogos da Copa do Mundo. É sabido que um turista não quer buscar a saúde pública fora de sua cidade e até mesmo de seu País, mas em uma situação de emergência, o Pronto-Socorro seria uma das alternativas. 

A presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT), Elza Queiroz, já denunciou a situação caótica do Pronto-Socorro de Cuiabá e alertou que a situação pode piorar durante o período da Copa.

“Esperávamos atitudes e resultados concretos para a implementação de toda rede de saúde pública, agora quem luta pela saúde só tem a lamentar porque a uma semana do inicio da Copa nossa saúde está numa situação caótica. Os turistas que precisarem da rede pública terão esse mesmo atendimento que os usuários possuem hoje”, pontua.

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Mesmo a situação sendo alarmante, o recém-nomeado diretor do PS da Capital, Glen Carlo de Arruda, garante que o hospital está pronto para atender a demanda. “O PS atende uma grande demanda de Cuiabá, Várzea Grande e de todo o interior, e tem condições de prestar atendimento para essas pessoas. Claro que enfrentamos situações de superlotação, mas, além do PS, outras quatro unidades estarão a postos para garantir esse atendimento”.

Glen, que está no cargo há pouco mais de um mês, garante  que uma das grandes dificuldades foi com relação a escala de médicos principalmente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Conseguimos suprir a falta de médicos e a questão da medicação, ainda faltam medicamentos, tenho que admitir, principalmente antibióticos. Mas, não é questão de deixar o paciente sem o tratamento, pode não ter aquela determinada formula, mas temos remédios que podem substituir”.

O diretor apontou ainda que o ‘estoque’ de insumos e materiais do Pronto-Socorro está completo, e é o suficiente para atender uma demanda maior do que a já existente. Com relação a superlotação, Glen explicou que o maior gargalo é o setor de ortopedia. “Mesmo realizando cirurgias diárias, existem muitas pessoas aguardando um procedimento. Esses pacientes, em sua maioria são de pessoas envolvidas em acidentes de trânsito, principalmente com motocicletas”.

Em caso de acidentes de grandes proporções, que podem acontecer devido ao grande fluxo de pessoas, Glen explica que postos médicos serão distribuídos em vários pontos de Cuiabá. “A Policlínica do Verdão, a unidade de atendimento do Fan Fest, UPA Morada do Ouro e Hospital Metropolitano, além dos hospitais particulares, que foram credenciados pela FIFA, o Jardim Cuiabá, Santa Rosa e São Mateus”.

O CUSTO DO PRONTO-SOCORRO DE CUIABÁ

O custo para a manutenção do Pronto-Socorro gira em torno de R$ 4,5 milhões mensais. Desse total, R$1,370 milhões são repassados pelo Governo Estado e a Prefeitura arca com o restante. 

O prefeito da Capital, Mauro Mendes (PSB), alerta para a necessidade de fortalecer a saúde no interior, somente assim o PS vai desafogar. “Se a saúde pública no interior não funcionar, eu vou ficar sofrendo em Cuiabá o tempo todo.

Cuiabá é uma das poucas Capitais, se não a única, que não tem hospital estadual. Todo interior que precisa saúde cai nas costas da Prefeitura, e a Prefeitura não aguentar pagar sozinha essa conta”.  

Na entrevista ao programa Folha Mix, nesta terça-feira (10), Mauro reclamou da falta de repasses para o setor. Ouça trecho da entrevista:

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