RENAN MARCEL - DA REDAÇÃO

Autor da lei explica que, atualmente, quando a pessoa pede porção individual, ela acaba pagando 70% do valor. (Foto: Ilustração)
RENAN MARCEL - DA REDAÇÃO
As pessoas que passaram por cirurgia bariátrica, a famosa redução de estômago, poderão ser beneficiadas por um projeto de lei municipal que foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Cuiabá. De acordo com o texto, os bares e restaurantes deverão adaptar o preço dos pratos à la carte, quando o cliente que fez a cirurgia for consumir individualmente. A lei ainda precisa ser avaliada pelo prefeito Mauro Mendes (PSB), que pode sancioná-la ou não.
O vereador Maurélio Ribeiro (PSDB), autor do projeto, argumenta que a cirurgia reduz a capacidade de ingestão de alimentos e que, por isso, não é justo que o paciente seja cobrado pelo valor completo do prato.
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O projeto prevê que sejam cobrados apenas 50% do valor. O vereador explica que atualmente, quando a pessoa pede porção individual, ela acaba pagando 70% do valor. “Geralmente os pratos servidos são para duas pessoas, mas e se a pessoa que fez a cirurgia for ao restaurante sozinha? O estomago que cabia 2 litros passa a caber 150 ml. A pessoa passa a comer menos. Ela vai pagar o preço completo, mesmo comendo menos?”, questiona.
Mas para isso, o cliente precisa apresentar um documento como o atestado médico, que comprove a realização da cirurgia. Segundo o parlamentar, iniciativas do tipo já foram aprovadas nas cidades de Campinas e Sorocaba, no estado de São Paulo. Curitiba, no Paraná, foi outra cidade onde houve proposta semelhante.
Ribeiro reconhece que o projeto de lei beneficia apenas uma pequena parcela da sociedade cuiabana, já que é relativamente pequeno o número de pessoas que passaram pela redução de estômago (70 por mês, em média), apesar de a cidade estar entre as mais obesas do Brasil. “É um grupo pequeno, mas o Estado tem que fazer justiça e protege-los também”, argumenta.
Para o vereador os benefícios da lei não devem trazer prejuízos aos bares, restaurantes e lanchonetes da Capital, mas ao contrário. Segundo ele, os estabelecimentos teriam um ganho indireto, já que “os gordinhos geralmente são pessoa com bastantes amigos, sociáveis, o que levaria a um ganho indireto”, disse.









Alessandro 29/07/2013
Entendo a ideia desse vereador, só que temos tantas leis mais importantes e de caráter mais "social" que não são cumpridas, fica meio sem sentido essa proposta. É só dar uma olhada nas calçadas de Cuiabá e VG, o desrespeito com os cadeirantes é chocante, e a falta de assentos especiais para obesos e cadeirantes em cinemas e teatros (porque alguns míseros lugares na frente da tela, ao meu ver, não faz jus a incursão desses). Entendo a situação e a proposta mas mediante a tantos outros exemplos de desrespeito acho que essa medida fica justamente exclusiva a uma mísera parcela da sociedade. (Até porque Cuiabá não vive somente de restaurantes à la carte).
RENATO 29/07/2013
VEREADOR, NA MORAL ISSO EH FALTA DO QUE FAZER.. VAI TRABALHAR.. SE TA SEM SERVIÇO VAI CAPINAR UM LOTE ABANDONADO QUE AJUDA MAIS. PROJETO DE LEI MAIS RIDICULO E INUTIL QUE EU JA VI NA VIDA
2 comentários