RENAN MARCEL
Os professores da rede municipal de ensino pretendem continuar o movimento grevista, mesmo depois da decisão do Tribunal de Justiça (TJ), que, além de considerar a greve ilegal, determinou o imediato retorno da categoria às atividades no prazo de 72 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
“Vamos continuar a greve, sem prazo para acabar. O nosso advogado já está providenciando um recurso e o movimento continua. Ainda não recebemos a notificação e temos prazo de 72 horas depois que a recebermos”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), João Custódio.
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Segundo ele, o sindicato deve está mobilizando os professores para um ato público em frente a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.
A decisão do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho foi feita na quinta-feira (22) para atender a antecipação de tutela pedida pela Prefeitura. O prefeito Mauro Mendes (PSB) alega que já concedeu o reajuste no valor de 12,77%. O percentual é a somatória dos reajustes de 5,8% nos meses de fevereiro e março deste ano, referente ao ganho real para o salário dos educadores, e 6,97% de reposição de perdas inflacionárias na data-base da categoria, em julho.
No entanto, a informação foi contestada por Custódio. Segundo ele, o reajuste de 5,8% foi acordado durante o segundo turno das eleições para prefeito em 2012. “Foi um compromisso do Mauro quando ele ainda era candidato”, explica ao argumentar que o reajuste não faz parte da gestão de Mendes. Custódio confirma apenas o valor de 6,97%.
O transtorno causado pelo movimento grevista pesou na decisão do desembargador Rubens Filho. “É inquestionável o enorme prejuízo que a paralisação trará à população, sobretudo aos alunos carentes da rede pública de ensino que terão afetado o calendário escolar, além das creches que recebem os menores para que os pais, de baixa renda, possam trabalhar. Indiscutível, portanto, a necessidade da continuidade do serviço público”, diz trecho da decisão.
Com a paralisação, cerca de 53 mil alunos, em 84 escolas e 46 creches da Capital, estão sem aulas.









