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21 de Agosto de 2013, 14h:15 - A | A

CIDADES / 53 MIL SEM AULAS

Professores deflagram greve nesta quinta; Mauro diz que já condedeu aumento

Com a paralisação cerca de 53 mil alunos, em 84 escolas e 46 creches da Capital ficam sem aulas

ALINE FRANCISCO

O prefeito afirmou ainda que em oito meses de gestão já foram concedidos mil licenças prêmios (Foto: Reprodução)

O prefeito afirmou ainda que em oito meses de gestão já foram concedidos mil licenças prêmios (Foto: Reprodução)

ALINE FRANCISCO



O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), classificou a greve dos professores da rede municipal de ensino como um movimento de ‘alguns’ profissionais que estão arrastando a categoria para seguir a paralisação dos servidores estaduais da educação. “O Estado entrou em greve, e parece que uma pequena parcela de profissionais está tentando arrastar o movimento. Mas temos que tratar a situação com responsabilidade, esse ano não temos como fazer mais um reajuste”, a declaração foi na manhã desta quarta-feira (21) durante entrevista ao jornal Bom Dia Mato Grosso, da Tv Centro América.

Mauro fez questão de reforçar que somente neste ano já foi concedido à categoria o reajuste de 12,77%, além da reposição da infração de 5,8%, e mesmo com o reajuste a categoria deflagrou a greve, enquanto em 2012, na gestão do ex-prefeito Chico Galindo (PTB), foram concedidos apenas 4,9% de reajuste inflacionário.

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No entanto, a informação foi contestada pelo diretor de Formação Sindical do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) subsede Cuiabá, Gilson Romeu. Segundo ele, o reajuste de 5,8% concedido em janeiro, foi acordado durante o segundo turno das eleições para prefeito em 2012. “Na época, os candidatos, tanto o Mauro Mendes quanto o Lúdio Cabral (PT), assinaram um documento se comprometendo a pagar o restante do reajuste de 2012 em janeiro de 2013. Automaticamente, esses 5,8% anunciado pelo prefeito faziam parte de um acordo firmado anteriormente. Não é reajuste previsto na gestão dele”.

Mauro Mendes afirmou que o reajuste de 2013, superou o de 2012, que foi de 4,9% e nem por isso a categoria deflagrou greve na rede, Gilson explica que por ser ano eleitoral, o reajuste não poderia ser superior ao que foi feito, e uma greve naquele momento não seria viável. “O prefeito está anunciando como se isso fosse uma dádiva na gestão dele, sendo que não é nada além de um acordo que já havia sido feito anteriormente. Ele [Mauro] está tratando servidores públicos como se fossem funcionários da sua empresa. o cargo dele é passageiro, já os servidores efetivos vão ficar assim que ele sair”.

De acordo com Gilson, Mauro sempre anuncia que não negocia com grevista, mas quando é procurado pela categoria não negocia do mesmo jeito. “Estamos tentando negociar com a Prefeitura desde junho, e só fomos recebidos duas vezes pelo prefeito, que sempre afirmava ser impossível ter o reajuste. Fomos praticamente empurrados para esta greve”, diz.

O prefeito afirmou ainda que em oito meses de gestão já foram concedidos mil licenças prêmios, enquanto nos últimos quatro anos chegaram a 800 benefícios.

Com a paralisação cerca de 53 mil alunos, em 84 escolas e 46 creches da Capital ficarão sem aulas. A categoria deve realizar um ato público na Praça Alencastro, às 14h, para marcar o início da greve.

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