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29 de Maio de 2014, 17h:01 - A | A

CIDADES / DENÚNCIAS NA SAÚDE

Prazo para conclusão de sindicância no Pronto-Socorro termina nesta quinta-feira (29)

Mesmo sendo aguarda para quinta-feira (29), a Secretaria de Comunicação da Prefeitura informou à Reportagem que não é certeza que o documento será concluído dentro do prazo

Divulgação

Sindicância no Pronto Socorro apura denúncia feita pelo Fantástico

Sindicância no Pronto Socorro apura denúncia feita pelo Fantástico

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



Termina nesta quinta-feira (29), o prazo estabelecido pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) para a conclusão da sindicância instaurada no Pronto-Socorro de Cuiabá. O processo administrativo foi aberto após uma reportagem exibida pelo Fantástico denunciar, entre outras situações, a falta de médicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.  (LEIA AQUI) 

Mesmo sendo aguardada para quinta-feira (29), a Secretaria de Comunicação da Prefeitura informou à Reportagem que não é certeza que o documento será concluído dentro do prazo, já que a sindicância, que é formada por membros da Corregedoria do município, está ouvindo testemunhas, e não se sabe se a conclusão do relatório será em tempo hábil.

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Além da denúncia de falta de médicos, a sindicância também apura a informação de que médicos recebiam orientações para alterar o horário das mortes dos pacientes que estavam na UTI, para que familiares não descobrissem que a morte ocorreu durante os plantões em que a UTI não tinha médico.

Outro caso que será analisado pela sindicância, é a morte da paciente Alaíde Ventura da Silva, 62. A mulher faleceu no dia 22 de maio, após permanecer internada quase 40 dias aguardando uma cirurgia para ‘corrigir’ dois aneurismas que estavam na cabeça da senhora.

Assim que o caso tornou público, a Secretaria de Saúde da Capital informou que Alaíde já havia passado pelo exame de angiografia, o que era responsabilidade da prefeitura de Cuiabá, e estava internada no Pronto-Socorro Municipal enquanto aguardava a transferência para o Hospital Geral Universitário (HGU), único hospital de Mato Grosso credenciado pelo Ministério da Saúde para a realização de cirurgias neurológicas. 

Como a regulação é responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde, a sindicância da Prefeitura vai buscar informações das razões da cirurgia não ter sido realizada, tanto na Secretaria Estadual, quanto no Hospital Geral Universitário.

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