ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO
Termina nesta quinta-feira (29), o prazo estabelecido pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) para a conclusão da sindicância instaurada no Pronto-Socorro de Cuiabá. O processo administrativo foi aberto após uma reportagem exibida pelo Fantástico denunciar, entre outras situações, a falta de médicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. (LEIA AQUI)
Mesmo sendo aguardada para quinta-feira (29), a Secretaria de Comunicação da Prefeitura informou à Reportagem que não é certeza que o documento será concluído dentro do prazo, já que a sindicância, que é formada por membros da Corregedoria do município, está ouvindo testemunhas, e não se sabe se a conclusão do relatório será em tempo hábil.
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Além da denúncia de falta de médicos, a sindicância também apura a informação de que médicos recebiam orientações para alterar o horário das mortes dos pacientes que estavam na UTI, para que familiares não descobrissem que a morte ocorreu durante os plantões em que a UTI não tinha médico.
Outro caso que será analisado pela sindicância, é a morte da paciente Alaíde Ventura da Silva, 62. A mulher faleceu no dia 22 de maio, após permanecer internada quase 40 dias aguardando uma cirurgia para ‘corrigir’ dois aneurismas que estavam na cabeça da senhora.
Assim que o caso tornou público, a Secretaria de Saúde da Capital informou que Alaíde já havia passado pelo exame de angiografia, o que era responsabilidade da prefeitura de Cuiabá, e estava internada no Pronto-Socorro Municipal enquanto aguardava a transferência para o Hospital Geral Universitário (HGU), único hospital de Mato Grosso credenciado pelo Ministério da Saúde para a realização de cirurgias neurológicas.
Como a regulação é responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde, a sindicância da Prefeitura vai buscar informações das razões da cirurgia não ter sido realizada, tanto na Secretaria Estadual, quanto no Hospital Geral Universitário.









