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Cuiabá, 12 de Junho de 2026
12 de Junho de 2026

11 de Fevereiro de 2026, 15h:08 - A | A

CIDADES / VIOLÊNCIA NA POLICLÍNICA

Mulher que bateu em médica já havia agredido enfermeira em VG; Coren cobra mais segurança

Em menos de um mês, paciente agrediu duas profissionais da saúde.

EDUARDA FERNANDES
DO REPÓRTERMT



A paciente que invadiu a Policlínica do bairro Parque do Lago, em Várzea Grande, e agrediu uma médica já havia atacado uma enfermeira semanas antes. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (11) pelo Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT), que cobrou medidas imediatas para reforçar a segurança nas unidades de saúde.

Em nota pública, o Coren afirmou que, em menos de um mês, a enfermeira Angélica Tapajós dos Santos e a médica Brunna de Campos Pinheiro foram alvo de agressões físicas, ameaças e constrangimentos pela mesma paciente, mesmo após o registro policial do primeiro caso, ocorrido em 12 de janeiro. Segundo o conselho, o episódio mais recente, registrado em 9 de fevereiro, evidencia a vulnerabilidade dos profissionais de saúde e a reincidência da agressora.

“Se é possível colher um aprendizado desse caso, a reincidência das agressões pela mesma paciente reforça ainda mais as falhas na proteção dos trabalhadores e a urgência de medidas efetivas para garantir ambientes de trabalho seguros”, diz trecho da nota.

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O Coren informou que prestará acolhimento institucional e jurídico à enfermeira, acompanhará os desdobramentos do caso junto aos órgãos de segurança e Justiça e encaminhará ofícios à Prefeitura de Várzea Grande, à Secretaria Municipal de Saúde, ao Ministério Público e à Secretaria de Estado de Segurança Pública. O conselho também cobrou a adoção de protocolos de prevenção à violência contra profissionais da saúde e afirmou que episódios como esse não devem ser tratados como casos isolados, mas como um problema estrutural.

“A violência contra profissionais da Saúde não é aceitável sob nenhuma circunstância por se tratar de um ataque direto ao cuidado, à dignidade do trabalho e ao direito da população a um atendimento seguro e humanizado”, destacou o órgão.

O caso mais recente ocorreu quando a paciente invadiu a sala de atendimento, agrediu a médica com golpes de celular no rosto e fez ameaças de morte após ter um pedido de receita médica negado por falta de laudo. A suspeita foi encaminhada à Central de Flagrantes, e a Polícia Civil apura os crimes de lesão corporal, ameaça e desacato.

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