ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação

Os usuários que não tiverem como recarregar o cartão transporte poderão, sim, utilizar o meio de locomoção gratuitamente, afirmou Mauro (Foto: Reprodução)
ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação
Entre as justificativas para vetar a volta dos cobradores de ônibus nos coletivos da Capital, o prefeito Mauro Mendes (PSB) afirmou, em nota divulgada pelo site da prefeitura de Cuiabá, que os usuários que não tiverem como recarregar o cartão transporte poderão, sim, utilizar o meio de locomoção gratuitamente. Outro ponto defendido pelo socialista é que a extinção da moeda corrente reduziu o número de assaltos a ônibus e micro-ônibus.
“O sistema de bilhetagem eletrônica não impede o acesso daqueles que não dispuserem do cartão, sendo que, neste caso, serão transportados até o próximo ponto de venda. Caso até o seu destino final não tenha nenhum ponto de venda do cartão magnético, o transporte ocorre sem o pagamento da tarifa, assegurando a plenitude do acesso”, declarou o prefeito, que justificou o veto aos projetos enviados pela Câmara de Vereadores.
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O Poder Legislativo protocolou no Alencastro no último dia 11 o chamado “Pacotão dos Transportes”, que corresponde a cinco projetos: a volta dos cobradores, o pagamento da tarifa por moeda corrente, ampliação do tempo de integração, passe-livre irrestrito aos estudantes e a extensão deste benefício para estudantes de pós-graduação e de cursos profissionalizantes e pré-vestibulares. Apenas o aumento do período de integração recebeu o aval de Mendes, passando a ser de duas horas e meia.
Mesmo fazendo parte da base de sustentação do prefeito, o vereador Dilemário Alencar (PTB) saiu em defesa de suas propostas para o transporte público. Ele disse que é autor de dois dos cinco projetos enviados à prefeitura. Desconhecendo a permissão do transporte gratuito para quem não tem cartão, o petebista afirmou que recebe inúmeras reclamações sobre a dificuldade em efetuar o pagamento da tarifa por conta da proibição do usa da moeda corrente.
“O prefeito disse que as pessoas com grande dificuldade para encontrar um posto de abastecimento do cartão, não precisariam pagar, mas temos que ver se isso, na prática, procede. As denúncias em meu gabinete são que as empresas não liberam os passageiros sem pagar. Se realmente é permitido, que os empresários venham a público dizer. Tem que socializar essa informação para todos os usuários, que ele pode andar de graça, caso não encontre o cartão transporte”, disse ele.
Sobre o argumento de que a extinção da moeda corrente ajuda a reduzir o número de assaltos nos coletivos, Dilemário rebateu e disse que o cidadão não pode ser punido, em detrimento da falta de segurança nos ônibus ou em qualquer outro local. “O dever de levar segurança é do poder público e das próprias empresas. Esse argumento não procede, porque impedir o cidadão de usufruir da moeda corrente, fere a Constituição Federal”, finalizou ele.
Abaixo, a nota da prefeitura de Cuiabá explicando os motivos que levaram o prefeito Mauro Mendes a vetar a volta dos cobradores:










