ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO
Um adulto carregar quase cinco quilos de arroz na cabeça durante pouco mais de uma hora é difícil. Agora, imagina uma criança de apenas dois anos e sete meses carregar um peso superior a esse todos os dias. Essa era a realidade da pequena Maria Clara, que foi diagnosticada com hidrocefalia aos três meses de vida. Na última semana, a menina foi submetida a uma cirurgia para a implantação de uma válvula para drenar o líquido que se acumulava no crânio dela. O líquido que já foi drenado corresponde a seis quilos.
O caso da criança ganhou repercussão, após uma matéria veiculada no site RepórterMT, que se prontificou a ajudar a família a conseguir o tratamento médico necessário. E com a ajuda de alguns profissionais, ela iniciou o tratamento em Cuiabá. O primeiro passo, que era a implantação da válvula, foi tão positivo que a cirurgia que estava programada para ser realizada em Curitiba, no Paraná, foi adiada.
De acordo com a assistente social Edite Rocha, que acompanha a família em Cuiabá, o médico paranaense Ralf Stnd, que se prontificou em realizar a cirurgia reparadora na criança, garantiu que o tratamento que foi realizado pelo neurologista Wilson Novaes, é o suficiente, e que, inicialmente, o procedimento seria o mesmo. “Não vai mais ser necessário a viagem para Curitiba, vamos ficar aqui e garantir toda a assistência para a família”.
Maria Clara e o pai, Claudemir da Silva Dias, vão permanecer na capital durante o período pós-operatório, e terá o acompanhamento de um neurologista, um pediatra e um fisioterapeuta. “Os passos seguintes vão garantir o desenvolvimento completo da Maria Clara”.
Após a drenagem total do líquido e acompanhar como o crânio da criança se ‘fecha’, serão definidos os próximos passos do tratamento, e se ainda houver a necessidade de uma intervenção cirúrgica, o procedimento poderá ser realizado em Cuiabá.
CONHEÇA A HISTÓRIA DE MARIA CLARA
A reportagem teve acesso a história de Maria Clara após uma entrevista exibida pela TV Nativa, da cidade de Alta Floresta, distante 774 km de Cuiabá, onde mora a criança, o pai e mais cinco irmãos.
Sensibilizados pelo caso, o RepórterMT acionou diversos órgão em busca do tratamento adequado para a criança. Foi então que o Conselho Estadual de Direito da Criança e do Adolescente (CEDCA) exigiu um posicionamento do Conselho Tutelar da cidade. Mas antes que uma decisão dos órgãos públicos, Maria Clara veio para Cuiabá, e iniciou o tratamento com o médico neurologista Wilson Novaes. O atendimento foi intermediado por um deputado estadual e acompanhado pela assistente social Edite Rocha.
A criança chegou a Cuiabá na segunda-feira (13), para iniciar o tratamento com a implantação de uma válvula de drenagem, com o objetivo de eliminar o líquido do crânio de Maria Clara.
DIAGNÓSTICO
Claudemir e a ex-mulher perceberam que o crânio da menina, ainda bebê, não tinha formato normal, mas não procuraram atendimento. Quando Maria Clara tinha três meses ela foi submetida ao exame do pezinho e constatado pela pediatra que havia uma anomalia. “Ela explicou que a Clara precisava de um atendimento em Cuiabá, mas não conseguimos nada com a Saúde Pública. Fomos atrás de atendimento com a ajuda de vizinhos e familiares”, conta.
Ao chegar em Cuiabá, a hidrocefalia foi confirmada por um médico do Hospital Geral e o profissional, segundo o pai, teria afirmado que, se a menina fosse submetida ao procedimento cirúrgico, morreria.
Desesperados, os pais voltaram para Alta Floresta e o estado da criança foi se agravando sem tratamento adequado. “Conversei com a minha ex-mulher naquela época e achamos melhor adiar a cirurgia, mas agora ela precisa urgente desse tratamento”, disse.
AJUDA MÉDICA E DOAÇÕES
Claudemir abriu uma conta poupança na Caixa Econômica Federal (CEF) para receber ajuda financeira. Para colaborar com a família, os interessados podem fazer depósitos de qualquer quantia na Conta número 71451-7, operação 13. Na Agência 1385. O telefone de contato de Claudemir é (65) 9689-8028 ou 9208-1332.
















Luciana Bertini 04/06/2015
Gostaria de ter notícias sobre Maria Clara. Porque pararam de dar notícias sobre o caso? È importante manter o caso público, do contrário acontece como no começo do pedido de tratamento para a menina, cai no esquecimento, e ficam novamente abandonados sem a ajuda que ela precisa. Preocupante!!! Por favor! notícais! divulguem!
priscila jacob schultz 28/05/2015
Como anda maria clara?!?!? Alguém sabe me dizer?!?!?!? Será que podriam fazer uma matéria para saber como ela esta atualmente? !?!
Maria Emília Ribeiro Cresciulo 12/02/2015
Gostaria de saber como está a menina Maria Clara. RESP. Não está muito bem não, Maria. Quadro ainda é complicado, apesar de melhorar em relação ao que chegou a Cbá. Confira em http://www.reportermt.com.br/geral/melhora-quadro-de-saude-de-maria-clara-que-luta-contra-hidrocefalia/42507 Obrigado. Equipe RpMT
Maria Emília Ribeiro Cresciulo 12/02/2015
Gostaria de saber como está a menina Maria Clara.
Elizabete Sousa 17/03/2014
Por favor, façam novas reportagens para sabermos como a Maria Clara está, Sr. Claudemir continuaremos orando pelo senhor e por sua família.
Cintia 13/02/2014
Coloquem mais notícias sobre a menina, estamos todos ansiosos para ver os progressos dela.
Cintia Duo 29/01/2014
Mas que banco? pelo numero não sei CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Paulo 26/01/2014
Esse senhor pai da pequena Clara, tem todo o meu respeito do mundo!!!
Andrea 26/01/2014
Lucineia, o nº do CPF de seu Claudemir é 814.170.201-72
lucineia n chicarelli 25/01/2014
Preciso do cpf do claudemir p transferir dinheiro na conta dele. RepórterMT: Conta número 71451-7, operação 13. Na Agência 1385. O telefone de contato de Claudemir é (66) 9239-5207, em Alta Floresta.
Ana 23/01/2014
Essa senhora não e assistente social ela assessora parlamentar que fique muito claro, ficamos feliz pela recuperação da pequena clara mais não podemos expor nossa profissão com assistencialismo em prol de quem não e graduada em nossa profissão.
Mauro Cesar Souza 23/01/2014
Diz o ECA no seu artigo 7: A criança e o adolescente têm direito à proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de politicas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. Complementa ainda no seu artigo 70 que: É DEVER DE TODOS PREVENIR A OCORRÊNCIA DE AMEAÇA OU VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, portanto, ao tomar conhecimento dos fatos que envolviam a pequena Maria Clara, imediatamente solicitamos ao CMDCA de Alta Floresta - na pessoa do seu presidente Clodoaldo, para que acionasse o Conselho Tutelar, no sentido de esclarecer rapidamente o assunto.Tomamos conhecimento que a família da Maria Clara já estava recebendo todas as orientações e encaminhamentos necessários para resolução do seu problema de saúde, a assistência social de Alta Floresta agiu no sentido de dar apoio material e emocional para que a família fosse atendida em todas as suas necessidades. Porém era preciso transferir a Maria Clara para Cuiabá para que ela tivesse a chance de lutar pela sua vida, e nesse momento o sistema único de saúde não podia falhar, pois o sistema tem os mecanismos necessários para que tal fato se tornasse realidade, e isso se chama \"sujeito de direito\", criança é desde 1990 com o advento do ECA: SUJEITO DE DIREITOS, COM PRIORIDADE ABSOLUTA. O CEDCA-MT não poderia agir de outra forma, exigir o cumprimento desse e de muitos outros direitos, insistentemente violados pela sociedade. Que bom que a pequena \"Clarinha\" teve seu direito a vida respeitado. Continuamos vigilantes, pois nosso dever é segundo nosso planejamento estratégico: defender os direitos da criança e do adolescente de Mato Grosso através da formulação, fiscalização, articulação e implementação das politicas públicas.
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