JOÃO AGUIAR
DA REDAÇÃO
A Polícia Civil encontrou vídeos no celular dos pais adotivos da pequena Maria Vitória Lopes dos Santos, de 2 anos, que demonstram a tortura sofrida pela criança, que era agredida com corda de curral, proibida de comer e estuprada por Francisco Lopes da Silva, tio da criança. Ele e a esposa, Aneuza Pinto Ponoceno, seguem presos.
A menina morreu na segunda-feira (8) depois de ficar quatro dias internada no Pronto-Socorro de Várzea Grande, após ser vítima de maus-tratos pelos pais adotivos, em Poconé (104 km de Cuiabá).
De acordo com o depoimento de Aneuza, seu marido deixava a criança sem comer e a estuprava pelo menos duas vezes por semana, onde a menina chorava de dor e gritava: “Não, não, dói, dói”.
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Além disso, a menor ainda era obrigada a desfilar nua e rebolar para “satisfazer a lascívia repugnante de Francisco”. Maria Vitória também era agredida com corda de curral.
Aneuza também admitiu que há dois meses teria observado que o ânus da criança estava bastante machucado e alargado. Além disso, após os estupros, era encontrado sangue na frauda da menina.
Segundo a investigação conduzida pelo delegado Maurício Maciel, a guarda provisória da criança estava com o tio paterno e sua esposa há cerca de cinco meses. O casal morava em um sítio com a menina, na região rural de Poconé.
Os dois vão responder por homicídio qualificado maus tratos, estupro de vulnerável e tortura. Ambos continuam presos.
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Ana Paula 10/11/2021
Cadê o conselho tutelar que tinha como obrigação de fazer o acompanhamento dessa criança, eles também tinham que responder por negligência.
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