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27 de Novembro de 2012, 07h:36 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÕES 2014

Mesmo assediado por PMDB, Maggi é aposta do PR ao Paiaguás

Da mesma forma que Wellington, mas em outra agreminação, Silval aposta “todas as fichas” na candidatura de Maggi à sucessão estadual.

ANDRÉA HADDAD



Em que pese negar com veemência interesse em concorrer ao Governo do Estado em 2014, o senador Blairo Maggi (PR) é considerado o nome de consenso por partidários e pelo próprio governador Silval Barbosa (PMDB) para retornar ao Palácio Paiaguás, que comandou por dois mandatos consecutivos, de 2003 a março de 2010. O presidente do PR no Estado, deputado federal Wellington Fagundes, assegura que o ex-governador já superou as divergências com lideranças nacionais da agreminação, como o ex-ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (AM), presidente, e o deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), secretário-geral.


Na avaliação do deputado, ao solucionar o impasse em nível nacional, Maggi também se gabarita para a candidatura pelo partido ao Executivo estadual. Com a declaração, Wellington contrapõe a insatisfação externada por Maggi por não ter sido convidado para a convenção partidária que definiu a nova executiva nacional do PR. Depois do episódio, ele e os dois suplentes, Aparecido dos Santos, o Cidinho, e Rodrigues Palma, todos republicanos, passaram a avaliar a possibilidade de migrar para o PMDB, de Silval, ou rumo ao PSB, do prefeito eleito de Cuiabá, empresário Mauro Mendes, e do deputado federal Valtenir Pereira.

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Wellington, no entanto, nega o interesse de Maggi em deixar o PR. “O Blairo não disse que quer sair do partido. Hoje há dois convites para ele, do PMDB e do PSD, mas isso é natural, eu também recebi vários convites. A relação dele com o PR está tranquila. O Maggi se manifestou em relação à nacional, mas o PR tem um projeto e queremos lançar ele como governador, manter o arco de alianças e, até se possível, ampliá-lo com PT e PMDB”, aponta o parlamentar, em referência à aliança vitoriosa de Silval ao governo e Maggi ao Senado em 2010.


Fora isso, o presidente do PR faz questão de ponderar ser contrário ao pluripartidarismo, considerado “prejudicial” por ele. “Entendemos que tem que proibir coligações, fortalecer a fidelidade partidária, os partidos no Brasil. Do jeito que está, enfraquece. Existe a possibilidade de proibir coligação. Hoje estamos olhando para a Nacional", frisa o parlamentar.


Da mesma forma que Wellington, mas em outra agreminação, Silval aposta “todas as fichas” na candidatura de Maggi à sucessão estadual. Segundo ele, o senador já recebeu, inclusive, convite do presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, para ingressar na legenda. “O Blairo seria uma ótima sucessão ao meu nome pelo PMDB, mas depende dele”, frisa o chefe do Executivo.

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