CELLY SILVA
DA REDAÇÃO
Durante a segunda rodada de negociação entre o governo do Estado e o Fórum Sindical, que representa 32 categorias de servidores públicos estaduais, o secretário de Gestão Júlio Modesto apresentou a proposta de pagamento de 6% dos 11,28% da revisão geral anual (RGA) parcelado em três vezes, sendo as parcelas para os meses de setembro, dezembro e março de 2017. De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, esta foi a melhor proposta que o governo encontrou neste momento de crise. "Esta é a proposta definitva",afirmou.
Como a proposta não atende as exigências dos servidores, que reivindicam receber tudo ainda neste ano, a greve geral está mantida nos 141 municípios.
A primeira proposta, apresentada na terça-feira (31), foi do pagamento de 5% dividido entre setembro de janeiro de 2017.Como nenhuma das propostas atendem às exigências dos servidores, que reivindicam receber tudo ainda neste ano, a greve geral está mantida nos 141 municípios.
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Para Adolfo Grassi, presidente do Sindicato dos Servidores de Desenvolvimento Econômico e Social (Sindes), a nova proposta do governonão trouxe mudanças. “Praticamente, não mudou nada. Eu acho que ele está subestimando a nossa capacidade de mobilização. O governo veio com uma proposta, mas essa não chega a ser nem uma proposta", considerou.
Já o secretário Paulo Taques afirma que somente haverá outro acordo de pagamento dos 5,28% restantes da RGA caso os servidores aceitem a proposta atual. "Nós fizemos essa proposta. Se eles aceitarem, mais a frente podemos até discutir outros acordos. Mas, neste momento, a proposta é essa”, asseverou.
Algumas categorias estão totalmente paradas, como a dos professores de escolas estaduais e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), por exemplo. A maioria das categorias mantém 30% dos servidores na ativa. Somente serviços que afetam diretamente na vida das pessoas, como urgência e emergências dos hospitais, assim como a Polícia Militar, funcionam integralmente.
No intervalo entre as apresentações da primeira e da segunda proposta do governo aos servidores, o governador Pedro Taques (PSDB) e o secretário de Fazenda Paulo Brustolin estiveram em Brasília, nesta quarta-feira (01), buscando apoio do governo federal para enfrentar a situação das contas públicas. No entanto, nenhum dos dois voltaram com boas novas. Conforme explicou Paulo Taques, “ele [Paulo Brustolin] não trouxe boas notícias. O cenário apresentado pelo Ministério da Fazenda é terrível, inclusive se chega a falar que talvez se congele os salários em todo o Brasil por um período de um ano e meio”. Além disso, outra notícia que não agradou aos servidores é da possibilidade do governo recorrer àJustiça contra a greve, o que será avaliado a partir da próxima segunda-feira (06), segundo o chefe da Casa Civil.
De acordo com o presidente do Sinpaig (Sindicato dos Profissionais da Àrea Meio do Governo), Edmundo César Leite, a possível judicialização não vai desmobilizar os grevistas. “Nós cumprimos todos os requisitos, enviamos ofícios para todas as secretarias onde tem um servidor nosso para eles apontarem onde tem que ficar os 30% para trabalhar, apesar de que a nossa categoria não tem essa necessidade de colocar 30% para trabalhar porque os serviços essenciais são segurança e saúde. [...] Se eles forem julgar pela legalidade, com certeza, eles não vão julgar ilegal essa greve porque é uma greve constitucional. Nós estamos apenas pedindo para cumprir a Constituição brasileira”, afirmou.
Como forma de aumentar a pressão sobre o governo, os servidores fizeram, nesta quinta-feira (2), uma carreata desde a Praça Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA, até a saída de Cuiabá, na BR-364, onde bloquearam a rodovia por cerca de 4 horas, o que causou um consgestionamento que chegou até o município de Jaciara. Ao meio-dia, eles encerraram o bloqueio e se concentraram do lado de fora da Secretaria de Estado de Gestão (Seges) onde ocorreu a reunião com os representantes do governo.
Estiveram presentes na reunião de negociação, os secretários de Gestão, Júlio Modesto; de Fazenda, Paulo Brustolin; da Casa Civil, Paulo Taques; de Segurança Pública, Rogers Jarbas e da Casa Militar, Airton Siqueira. Na saída, eles foram vaiados pelas centenas de servidores que aguardavam o fim da reunião e gritavam palavras de ordem.
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alexandre 02/06/2016
O governador pode sofrer impeachment já foi alertado sobre isso, o orçamento é impositivo, olhem os decretos, há recursos mas vai tudo para os Poderes mal distribuído, é um absurdo com o aumento de arrecadação de 2015/2016 falar que houve frustração de receitas, ou foi o governo que planejou mal a inflação e não colocou nos cálculos de despesa o RGA, como chamar 5000 PM/PJC dar aumento p carreiras e não cumprir a RGA que é obrigatório, vamos ao Judiciario expor os erros de gestão, o descumprimento da lei, fizeram o orçamento errado, abriram mão de receita de bilhão via SECID pra agronegócio e mega empresários, pague os 11.28 % parcelado, se esta em crise como pagou o RGA para o MPE, TJ, TCE ? resistiremos, pode declarar greve ilegal apenas aumenta o poder de luta, a arrecadação vai parar... as estradas vão travar nas carreatas, quero ver pagar duodecimos sem dinheiro ? quem arrecada é o executivo.
INDIGNADO E INJUSTIÇADO!!! 02/06/2016
Como diz Bóris: "Isso é uma VER-GO-NHA!!!"Além de uma afronta tamanha e desrespeito aos servidores que alavancam essa engrenagem chamada ESTADO!!! MUITO TRISTE ESTAMOS SR GOVERNADOR, DA PRÓXIMA VEZ, VAMOS ELEGER OUTRO DO JUDICIÁRIO, MPE,TCE, PGE , SÓ QUE NÃO!!!VAMOS CONTINUAR FIRMES COLEGAS SERVIDORES!!!!FIQUEM DE OLHO NA PASTA DA SEFAZ, ONDE LÁ QUEM MANDA SÃO ESSES QUE LEVARAM MILHÕES ATRAVÉS DO TAL SALDO COTAS, OS TAIS FTES!!! POR ONDE ANDA O MPE???AVANTE GUERREIROS SERVIDORES DESSE MEU GRANDIOSO ESTADO DE MT, VOCÊS NOS ORGULHAM!!!
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