MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Com pedidos de impugnação de seus registros de candidatura tramitando no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), os candidatos a governador José Riva (PSD) e Pedro Taques (PDT), adversários políticos declarados tem usado ultimamente um discurso semelhante. O fato incomum tem o objetivo de provar e convencer que não há irregularidades em suas atas das convenções partidárias que homologaram suas candidaturas.
Contra Taques a coligação de José Riva entrou com um pedido de impugnação de sua candidatura alegando que na ata de sua convenção há assinaturas de membros que não seriam filiados ao PDT, o que seria irregular e poderia anular sua candidatura.
Já José Riva, que recebeu três pedidos de impugnação de sua candidatura, provenientes do Ministério Público Federal, da coligação da qual faz parte o também candidato ao governo José Marcondes Muvuca (PHS) e da coligação de Pedro Taques, tenta provar que a escolha dos nomes que formam a composição de sua chapa majoritária, nas candidaturas de vice-governador, senador e suplentes, apesar de não terem sido apresentados durante a convenção do PSD ocorreu dentro do prazo legal.
“Essa questão está sendo resolvida pelos advogados que já me asseguraram que não existe absolutamente nada de irregular. Que bom que na nossa coligação a impugnação foi só em razão de uma assinatura"
Em entrevista ao programa de rádio Folha Mix, na manhã desta quinta-feira (17), Riva alegou que todo processo ocorreu de forma regular e defendeu que não houve qualquer adulteração na ata de sua convenção, alegando que as candidaturas estariam definidas anteriormente.
“A nossa coligação estava aprovada com os quatro partidos menores e o SD desde o dia 30 e definida Rui Prado [candidato a senado], eu e Aray Fonseca [candidato a vice-governador], como vice tanto é que isso está na mídia e fomos o único partido que marcamos coletiva e anunciamos nossa chapa no dia 2 de julho. A convenção foca no candidato da majoritária. Lá ficou clara minha candidatura e do Rui, infelizmente não se dá muita importância numa convenção aos candidatos a suplente vice- governador, mas os partidos fecharam a chapa dia 30 e a decisão estava tomada no dia 29”, afirmou.
Riva ainda aproveitou para alfinetar seus opositores afirmando que houve irregularidades nas atas de outros partidos.
“Os demais partidos, alguns foram fechar a ata dia 5 [julho], alguns mudaram a ata, entregaram uma e depois entregaram outra e o curioso é que ninguém fala disso. O curioso é que só fala da ata do PSD. O PSD tinha definido isso muito antes. Estamos tranquilos porque isso foi decisão da convenção. (...) Portanto não há que se falar que o PSD fechou depois da convenção isso é balela, é conversa fiada porque quem fechou após a convenção a gente sabe exatamente quem”, disparou.
Quanto ao pedido de impugnação registrado pela coligação de Riva contra sua candidatura, Pedro Taques afirma total tranquilidade e ironiza a quantidade de impugnações recebidas por seu adversário.
Mesmo sem ter o pedido de impugnação julgado, o risco de não conseguir registrar sua candidatura, Taques frisou aos jornalistas, nesta quinta-feira (17), que esta já seria uma situação superada.
“Essa questão está sendo resolvida pelos advogados que já me asseguraram que não existe absolutamente nada de irregular. Que bom que na nossa coligação a impugnação foi só em razão de uma assinatura e diversos de outras coligações. Para nos é momento de tranquilidade e alegria. A assessoria jurídica diz que está tudo tranquilo, que bom que essa foi a única impugnação que nós tivemos”, provocou.
Taques, porém, não comentou contra o pedido de impugnação registrado contra a candidatura de Carlos Fávaro (PP), que disputa como seu vice-governador. A coligação de Riva alega que Fávaro não teria se afastado do cargo de presidente da Associação de Produtores de Soja (Aprosoja) dentro do prazo legal.

















salvador jr 20/07/2014
Acredito que esta eleição será marcada pela sujeira política mais que as outras. E o pior de tudo que estamos cercados por ela, pois somos obrigados a votar. Vivemos em uma ditadura velada onde tudo é obrigatório por baixo dos panos.
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