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06 de Janeiro de 2015, 20h:48 - A | A

POLÍTICA / INSEGURANÇA PÚBLICA

Taques cria comitê para analisar convocação de aprovados em concurso da PM

Associação dos Oficiais da PM e CB irá se reunir com o secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, para mostrar baixo efetivo das corporações e forçar a convocação.

divulgação

A medida foi tomada diante de um decreto assinado pelo pedetista, no dia 2 de janeiro, que suspendeu pelos próximos 90 dias, todas as contratações, admissões e concursos públicos, em andamento pelo Estado.

A medida foi tomada diante de um decreto assinado pelo pedetista, no dia 2 de janeiro, que suspendeu pelos próximos 90 dias, todas as contratações, admissões e concursos públicos, em andamento pelo Estado.

JOÃO RIBEIRO
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PDT) afirmou nesta terça-feira (6), durante a visita a sede da Segurança Pública, que a convocação dos cerca de 900 aprovados nos concursos de ‘praça’, da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, realizado em janeiro de 2014, será analisada por um comitê.

A medida foi tomada diante de um decreto assinado pelo pedetista, no dia 2 de janeiro, que suspendeu pelos próximos 90 dias, todas as contratações, admissões e concursos públicos, em andamento pelo Estado.

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Também com o intuito de forçar a convocação dos aprovados, o major Wanderson Nunes de Siqueira, da PM, e também presidente da associação dos Oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, afirmou ao RepórterMT que irá se reunir ainda nesta semana com o secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, para tentar convencê-lo da convocação. Sendo que a PM e o CB estão com baixo efetivo.

“Vamos mostrar a realidade das duas corporações e pedir que os aprovados sejam convocados imediatamente. Porque a PM e CB está com falta de efetivo”, destacou.

Já sobre a possibilidade de Taques cancelar o benefício do aumento de salário, das duas corporações, feito por Silval Barbosa (PMDB), em 2014, Wanderson disse que o acordo não tem como ser ‘quebrado’. Porque foi firmado pelo peemedebista antes dos 180 dias do fim de mandato.

MANIFESTAÇÃO NA POSSE

No evento da posse de Taques, cerca de 60 aprovados do concurso fizeram uma manifestação na porta do Centro de Eventos do Pantanal, cobrando a nomeação. Eles fizeram faixas, exaltando os compromissos e ética do novo governador.

FALTA EFETIVO

A falta de efetivo da PM foi comprovada pela equipe de transição de Taques, que analisou a corporação durante um mês, ainda na gestão de Silval.

Segundo o diagnóstico, ao invés de aumentar o número de policiais, houve uma evasão. Já que comparando os dados de 2011 ao de 2014, a corporação está  com menos 571 militares. Além disso, 118 policiais estão cedidos ao poder Executivo, contrariando a LCE 231/2005, do Estatuto dos Militares de Mato Grosso.

O ACORDO

O acordo das corporações com Silval foi firmado em maio de 2014, quando os policiais militares e bombeiros disseram que iriam ficar ‘aquartelados’, durante a realização da Copa do Mundo, na capital. O impasse entre as três partes ocorreu durante várias semanas, gerando medo dos lojistas, diante do receio de serem alvos de saqueadores.

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