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25 de Novembro de 2013, 15h:16 - A | A

POLÍTICA / NA TV

Taques compara Cuiabá e Várzea Grande a Cabul e sugere \"buraqueiro\" a Silval

Em entrevista ao Conexão e Poder (SBT), o pré-candidato alfineta Silval e diz que não tem medo de Maggi

MÁRCIA MATOS
ESPECIAL PARA O RMT



O senador Pedro Taques fez duras críticas ao governo e ao planejamento das obras da Copa em Cuiabá e VG. Na última edição do programa Conexão Poder, veiculado neste domingo (24), na TV Rondon (SBT), o senador Pedro Taques (PDT), manteve o discurso de que, antes das convenções não há candidatos, mas admitiu que o partido terá candidatura própria ao Governo do Estado. O nome dele é o mais cotado.

Em tom ácido e até mesmo irônico, Taques criticou a condução das obras da Copa que, segundo ele, sem planejamento, têm provocado grandes transtornos e chegou a comparar Cuiabá e Várzea Grande à Cabul, cidade do Afeganistão devastada pela guerra. “Você desce no aeroporto, parece que você está descendo em Cabul. A coisa parece um estado em guerra. O governo precisa ter um projeto estratégico. Nós sabíamos que precisaríamos de um desvio. Nós precisaríamos ajeitar esse desvio. Ali é buraco em cima de buraco. Não dá pra fazer um estradeiro mas um 'buraqueiro' dá pra se fazer ali”, alfinetou, em entrevista aos jornalistas André Michells, Paulo Coelho e Ramon Monteagudo.

Quanto ao discurso usado por Silval, de que este é um governo atípico pela realização da Copa do Mundo e que isso pede um pouco mais de compreensão da população, o pedetista disparou. “ Penso que Deus deu o frio conforme o cobertor. Você tem a carga que precisa carregar. Nós temos o Estado que precisa caminhar. Precisamos de educação, hospitais e segurança. O cidadão que vai roubar uma casa lá em Confresa, por exemplo, não vai ficar pensando: não vou roubar esse ano porque esse ano é da Copa. O governador quando foi eleito lá em 2010 - nós já sabíamos que teríamos a Copa - Nada contra o governador, eu respeito ele. Foi eleito, tem legitimidade para governar o Estado; como senador não posso ficar só criticando. Mas também não posso ser vaquinha de presépio”, declarou.

Polêmico, o ex-procurador da República chamou as Organizações Sociais (OSs) de picaretagem e lembrou das promessas de campanha que ainda não foram cumpridas pelo governador. “Foram prometidos mais de 2 mil km de asfalto, 120 Upas. Temos 11 no estado e o governo já esta acabando, né” ironizou.

Taques pedetista relatou que tëm percorrido o interior do estado e que o descontentamento da população com o atual governo é constante. O quase candidato citou, até mesmo, uma proposta de que a gestão de governo teria que ser compartilhada para ser ética. “Queremos um Estado mais transparente, isso significa ter a participação da sociedade, de sindicatos, de associações, dos trabalhadores discutindo o destino do Estado, para que seja mais honesto. Não roubar e não deixar roubar. Tratar o cidadão de forma igualitária”, disse.

MAGGI

Indagado se temeria concorrer com o também senador e ex-governador Blairo Maggi (PR), Taques não se intimidou. “Não tenho tempo para ter medo, nem receio. Não sou a última bolacha do pacote. Não sou paladino da moral. O senador Maggi tem legitimidade se for candidato. É o que está na frente nas pesquisas. Ele é o favorito e, se o grupo dele defende isso, ele tem que ser candidato”.

Sobre as alianças políticas o ex-procurador da República confirmou que o partido estuda parceria com outras siglas como o PSD, DEM e PTB. A candidatura de Taques, que já é dada como certa, deve ser reforçada na convenção estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que já está marcada para o próximo sábado (30). O evento vai contar com a presença de personalidades ilustres da política nacional como o ministro do Trabalho Manoel Dias, o senador Cristovam Buarque (DF), o presidente nacional da sigla Carlos Lupi e o deputado federal José Antônio Reguffe (DF).

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