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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
16 de Junho de 2026

08 de Abril de 2014, 09h:30 - A | A

POLÍTICA / EXCLUSIVO

Taques chama governo de mentiroso e diz que Silval não soube tirar projetos do papel

O senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato a governador de Mato Grosso visitou a redação do RepórterMT, e falou sobre pré-campanha e temas como a Operação Ararath e a tão polêmica Ata de suplentes

ABDALLA ZAROUR
MÁRCIA MATOS



Após certo 'afastamento' dos holofotes da imprensa, o principal opositor ao atual governo, o senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato a governador de Mato Grosso falou, em entrevista exclusiva, em visita ao RepórterMT, sobre sua pré-campanha e temas polêmicos que envolvem sua possível candidatura, como a perda de aliados políticos, como irá agir diante de obras inacabadas, caso seja eleito, a investigação da Polícia Federal sobre um doador de sua campanha para o Senado em 2010, a possível disputa com o senador Blairo Maggi (PR), e muitas críticas ao governo Silval Barbosa (PMDB). 


RepórterMT:
 O que está acontecendo ou como estão as atuais negociações? O senhor está perdendo aliados?

Pedro Taques - O que existe é o seguinte: em 2010 e 2012 nós, como base, tínhamos quatro partidos políticos: PDR,PSB, PPS e PV. Agora nós estamos conversando institucionalmente com outros partidos. Temos conversas firmes com o PSDB, com o DEM, iniciamos uma conversa som a Solidariedade e como PTB. Eles entenderam que obrigatoriamente a senadora Serys deve buscar uma candidatura ao Senado. Eu entendo isso como legítimo, eu vejo que partido político precisa ter candidato então eu não ligo a crítica ao PTB, se entenderam por bem ter um candidato ao governo, uma terceira via. Isso faz parte do jogo político, né.


RepórterMT:
 No caso do PR, o Zeca Viana, que é presidente estadual do seu partido, colocou que seria uma incoerência o PR apoiar sua candidatura. O senhor analisa isso da mesma forma?

Pedro Taques - Eu não vi o deputado falar isso. O que ele disse é que se o PR entender por bem de conversar conosco nós temos que falar sobre as Secretarias que o PR tem. É isso que ele disse. E institucionalmente, esses partidos se reuniram e autorizaram o Mauro Mendes (PSB), prefeito de Cuiabá, que está fazendo essa coordenação e conversando com o PR.

RepórterMT: Na sua opinião então, essa aliança com o PR não seria uma incoerência?

Pedro Taques - Eu vejo o seguinte, que por hora, conversar você não pega nem catapora. Você tem que conversar com as pessoas institucionalmente porque você precisa ter um projeto político e discutir qual o Mato Grosso nós queremos, depois disso, você vai buscar nomes para representar isso. Depois quem vai representar esse momento, então você tem que conversar politicamente.  E isso, o Mauro Mendes está fazendo.


RepórterMT
: Nessa questão dos problemas referentes às obras da Copa, o senhor avalia que esses problemas são de burocracia ou são de falta de competência?

 

Não adianta dar desculpas da burocracia. O que houve foi a total incapacidade de tirar projetos do papel

Pedro Taques - Sempre a incompetência ela coloca a burocracia como desculpa. A burocracia nós sabemos que existe no Brasil, desde que o Brasil é Brasil. Quando nós decidimos que a Copa do Mundo seria aqui, quando houve aquela festa em frente ao Chopão, no dia 31 de maio de 2009, naquele momento, nós conhecíamos todas as regras do jogo. Ninguém ali, naquele momento, imaginava que goleiro não poderia pegar a bola com a mão, né? Não adianta dar desculpas da burocracia, o que houve foi a total incapacidade de tirar projetos do papel. Veja que as obras que foram entregues são obras com defeito. As obras que ainda não foram entregues estão atrasadas, isso não é problema de burocracia. Isso é problema de gestão e eficiência na gestão.

RepórterMT: Caso o senhor seja eleito, como é que o senhor vai trabalhar essa questão das obras problemáticas? O senhor realmente trabalha com a possibilidade de embargar as obras?

Pedro Taques - Primeiro que eu não sou candidato. Só existe candidato depois das convenções. Não adianta você fazer futurologia quem será o próximo governador, você precisa trabalhar para que o cidadão entenda você precisa respeitar a vontade do cidadão. E qualquer um que seja eleito, ele tem que respeitar contratos, agora não pode jogar a sujeira para baixo do tapete.  Não é possível uma pessoa que seja consciente do momento histórico que vive Cuiabá, do momento histórico que vive Mato Grosso, o Brasil a falar em embargar obra, eu nunca vi, eu nunca expressei isso. Se você encontrar uma declaração minha dizendo embargar obra, eu queria dar uma olhada nela. Isso aí deve ser fuxico da oposição.


RepórterMT
: Uma parte da população acredita que se o senhor fosse eleito, para prejudicar a gestão anterior, poderia fazer uma varredura nos contratos e conforme as irregularidades, essas obras poderiam ser até embargadas e as pessoas se sentiriam prejudicadas com isso. Então, o senhor está eliminando essa possibilidade?

Pedro Taques - O que eu estou dizendo a você primeiro é que eu nunca vi uma pesquisa dizendo que a maioria da população tá pensando isso.


RepórterMT
: Não a maioria, uma parcela.

Pedro Taques - A parcela é aqueles que vivem ao redor do Palácio Paiaguás? Depende qual é essa parcela. É uma parcela grande? Uma parcela pequena? Isso não é considerável. Eu nunca ouvi essa conversa, mas se existe essa parcela deve ser a parcela daqueles que vivem ao redor do Palácio Paiaguás, essa parcela deve estar preocupada com alguma coisa. Uma coisa é certa, as coisas certas elas devem continuar. Quem faz a coisa certa não precisa ter medo de absolutamente nada.


RepórterMT
: O Nadaf deu entrevista ao Conexão e Poder e ele afirma que o governo Silval vai deixar uma dívida de sete bilhões de reais para o próximo pagar. Como o senhor avalia isso?

Pedro Taques - Eu respeito o secretário Pedro Nadaf, eu respeito o governador, mas você tem um financiamento de R$ 1 bilhão e 500 milhões para o VLT, um financiamento de R$ 1 bilhão e 500 milhões para o MT Integrado, você tem mais R$ 500 milhões para o Mato Grosso Pontes, que são 16 km de ponte, fora o estoque da dívida que já existia você já encontra estudos que revelam que Mato Grosso no final de 2014 deverá R$ 9 bilhões, então, esse número ainda é contraditório, não é um número certo, mas é um estado que terá a capacidade de investimento e custeio da máquina muito pequena. 23% desse endividamento estão dolarizados e não existe um mecanismo de seguro disso, a cada subida do dólar sobre ainda mais.


RepórterMT:
 O senhor acha que isso é resultado de falta de competência?

Pedro Taques - Sim, falta competência para tirar projetos do papel, veja aí as obras da Avenida Miguel Sutil, são obras do DNIT, o VLT é empréstimo junto ao BNDES, junto à Caixa Econômica, MT Integrado é BNDES, pontes BNDES. O que está sendo feito com recursos próprios do estado? Com o que o estado arrecada? Alguns já dizem que existem estudos que revelam que não vai ter capacidade para pagar salário por isso estão tirando dos fundos entre eles o Fethab. Eu tenho conversado com diversos sindicatos de servidores públicos que têm esse receio.


RepórterMT:
 Em 2012, o Ministério Público Federal alegou que o estado não deveria fazer o VLT, tendo em vista que o trem não ficaria pronto para a Copa e isso foi parar na Justiça Federal e através de liminar, a Justiça Federal concedeu os trabalhos para a Secopa, só que o mérito dessa ação ainda não foi julgado. Como o senhor vê uma situação como esta? Tem aí um prejuízo, porque de repente não foi julgado e o VLT tá sendo construído?

Pedro Taques - O setor produtivo do estado apresentou o projeto do BRT, o então governador, hoje senador Maggi, defendeu o BRT, naquele momento histórico eu entendi que o melhor era o BRT, aliás, fui acusado de estar defendendo determinados grupos econômicos do estado por estar defendendo o BRT, que eram quase R$ 500 milhões de reais e já estaria pronto. Aí de repente, dormiram e acordaram, mudaram o modal de BRT para VLT.

Mentiram para o cidadão com a maior cara de pau, pensando que é “bocó de fivela

 

O governo e todos que defendiam o VLT, diziam que ficaria pronto para a Copa. Mentiram para o cidadão. Por isso que usaram o RDC, Regime Diferenciado de Contratação, porque é para a Copa do Mundo. Usaram o VLT na campanha eleitoral de 2012, lá você pega os programas eleitorais, diz o VLT vai passar aqui, vamos chamar turistas estrangeiros na Copa para ver o VLT. É só você buscar programas eleitorais, tá lá. Ou seja, mentiram para o cidadão com a maior cara de pau pensando que o cidadão de Cuiabá, o mato-grossense é “bocó de fivela”, como diz aqui. Mentiram. E agora estão dizendo, não, o VLT nunca foi prometido para a Copa e nós não temos nem um metro do VLT. Muito bem, o VLT é uma obra de R$ 1 bilhão 477 milhões, um dinheiro considerável, isso vai ser pago aí para frente. Esse debate precisa ser feito e aqueles que mentiram vão ter que vir na televisão, nos sites e dizer o seguinte: eu menti ou eu fui enganado, alguém vai ter que falar isso.


RepórterMT
: O senhor continuaria a obra?

Pedro Taques - Qualquer administrador, ele tem que ver o que é melhor para sua cidade, para seu estado para seu país.


RepórterMT
: Muda alguma coisa na sua suposta campanha, caso Blairo seja candidato? Já que os analistas dizem que ele seria o único capaz de enfrentar o senhor numa disputa eleitoral.

 

Pedro Taques - Ninguém ganha eleição seis meses antes da eleição. Na eleição de 2010, nesse momento, eu estava com 3% nas pesquisas, né?  Qualquer pesquisa nesse momento, ela é relativa.  A maioria esmagadora da população não está preocupada com a eleição agora, né? O senador Maggi em sendo candidato ao governo, é um grande candidato, muito forte, candidato favorito eu tenho certeza disso. E eu acho que quem desejar ser governador de Mato Grosso não escolhe adversários.

RepórterMT: Alguns veículos falaram bastante sobre a Operação Ararath, alguns até disseram inclusive que o senhor andava sumido da mídia. Como é que o senhor avalia essa questão da Ararath e gostaria que o senhor comentasse um pouco do seu relacionamento com o Fernando Mendonça, seu doador de campanha, investigado pela Operação.

Pedro Taques - Tenho uma relação de amizade com o Fernando Mendonça há mais de 15 anos. Ele doou para minha campanha, tá lá registrado. Agora eu sou responsável pelo o que eu faço. Eu não posso ser responsável pelo o que os outros fazem. Ao que consta, ele está sendo investigado, você precisa ser julgado, você precisa ser condenado. Ninguém pode ser condenado por acusações. Eu acho absolutamente normal qualquer investigação.


RepórterMT
: Isso não constrangeu o senhor?

Pedro Taques - Nem um pouco. Recebi a doação, está lá na Justiça Eleitoral declarada e nunca menti sobre isso, aliás, a declaração de quantas doações eu tive e quanto aos doadores está lá no meu site desde o meu primeiro dia de mandato.


RepórterMT
: O senhor acha que ele [Fernando Mendonça] poderia novamente fazer uma doação de campanha para o senhor? 

"O senador Maggi é um grande candidato, muito forte, candidato favorito eu tenho certeza disso".

Pedro Taques - Primeiro que eu não sei se serei candidato. Isso depende do grupo político e isso vai ser avaliado. Mas não sei nem se ele quer mais doar, né, porque muitas vezes ele pode estar sendo exposto em razão de ter doado para mim.


RepórterMT:
 O que o senhor pode falar de seu mandato até agora? O que o senhor conseguiu de projetos e emendas aqui para Mato Grosso?

 

Pedro Taques - Eu sou senador há três anos e meio.  Dá-se a impressão que eu sou senador há 20 vinte anos. Eu tenho absoluta certeza que sempre fica o gosto que você pode fazer mais. Você sempre quer fazer mais.

Durante três anos e meio eu apresentei mais projetos do que muitos senadores que passaram e ficaram oito anos. Se você pegar meus projetos, todos são tidos pelo site Transparência Brasil como 100% relevantes. Eu tenho projetos aprovados. Aprovei o projeto que torna a corrupção crime hediondo. Já está na Câmara para ser votado esta semana.

Aprovei projeto que exige ficha limpa para todos os servidores do Brasil. Aprovei vários projetos como relator. Portanto, a função de legislador eu ao menos penso que eu esteja exercendo conforme me comprometi com o cidadão.

Assumi um compromisso com o cidadão em 2010 que discutiria um novo código penal. Apresentei o projeto que eu fui relator e já decidi o projeto. Esse projeto já foi votado na comissão de senadores. O meu trabalho já foi feito passou agora para outra relatoria na Comissão de Constituição e Justiça, portanto meu trabalho eu fiz.

Além das emendas com as quais atendemos 83 municípios dos 141 municípios. Alguns diziam que eu não traria nem um prego para Mato Grosso, né.

Eu trouxe vários pregos, mas não roubei nenhum prego. O senador ele busca recursos, legisla e fiscaliza.

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gervásio medeiros 09/04/2014

futuro governador de MT.. boas colocações.. cadeia para os q estao roubando o estado... to contigo

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ANA 09/04/2014

PARABENS SENADOR

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MAURO FIGUEIREDO 09/04/2014

CONCORDO 100% COM O SANTOS. O CAMINHO É ESSE MESMO.

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Santos 09/04/2014

Eles são só NOSSOS EMPREGADOS. Vamos ter é que peneirar a lista dos candidatos, independente de partidos, para ver se a gente encontra algumas pepitas de ouro da Ética, da Honestidade, da Competência. PRÁ QUEM vamos dar o EMPREGO de presidente da república, governador, senador, deputados federal e estadual? Vai ser igual garimpeiro, que peneira, peneira, joga muito cascalho que não presta fora, mas, finalmente, encontra a pepita de ouro ou o diamante. Para aprimoramento da democracia: novo presidente, novo governador, e renovação do Congresso Nacional e da Assembléia Legislativa. Vamos ter é que VALORIZAR O VOTO. Não venda o voto jamais; não vote em branco ou anule o voto. Pense: PRÁ QUEM VOU DAR O EMPREGO?

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napoleao 08/04/2014

Aos muitos que tem a memória curtíssima, vale lembrar que a essa altura em 2010 o Wilson Santos pontuava mais de 40% das intenções de voto e deu no que deu. Lembrando que o ex-prefeito era muito mais simpático e articulado que o Senador Taques. Ele é um candidato de peso, mas realmente não vejo o favoritismo que alguns pregam, lembrando ainda que o Lúdio (!) apenas com o recall de 2012 praticamente empata com o mesmo em Cuiabá. Legal que ele mesmo admite que o Blairo é de longe o mais forte, ao contrário de seus puxa sacos rs.

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MAURO FIGUEIREDO 08/04/2014

COMO JÁ DISSERAM \"O PEDRO TAQUES SOLTA FOGOS PELO ATRASO NAS OBRAS....\" E AINDA CHAMA O POVO DE \"BOCÓ DE FIVELA\", O QUE É UMA PENA E TOTAL FALTA DE RESPEITO. NA VERDADE A MAIORIA ESMAGADORA DAS PESSOAS QUE MORAM NA BAIXADA CUIABANA TORCE PARA QUE AS OBRAS TERMINEM O MAIS RÁPIDO POSSIVEL E QUE ESTEJAM DE ACORDO COM O PROJETADO. QUANDO UM AMIGO DO PEDRINHO É PROCURADO PELA POLÍCIA FEDERAL, NÃO TEM NADA A VER, É CADA UM COM SEU CPF, MAS QUANDO É COM OUTRAS PESSOAS AÍ \"ELAS ESTÃO ANDANDO EM MAU COMPANHIA\". COERÊNCIA ZERO. A CANOA DO PEDRINHO JÁ ESTÁ AFUNDANDO, TÁ TODO MUNDO PULANDO FORA.

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Giba 08/04/2014

O senador tem razao. Mas a culpa disso tudo é do povo que foi bater palmas pra essa palhaçada toda que está ai. A copa é nossa, chupa campo grande etcc ta ai tomou. Tomara que acordem

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Paulo Jorge 08/04/2014

O Senador Maggi, é o causador principal dessa malfadada eleição em que o Sr.Sinval foi escolhido governador. A grande lambança esta ai, e eu pergunto quem paga a fatura? O povo.Então para dar uma guinada de 360ºneste estado, creio que o Sr. Pedro Taques é sem dívida a melhor opção.

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8 comentários