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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
16 de Junho de 2026

12 de Abril de 2014, 14h:30 - A | A

POLÍTICA / REGISTRO DE CANDIDATURA

Taques ataca adversários e diz que caso da Ata é motivado por ano eleitoral

O senador criticou o jogo sujo, mas sem nominar pessoas envolvidas

ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO



O senador Pedro Taques (PDT), principal candidato a uma pré-candidatura da oposição na sucessão do Governo Silval Barbosa (PMDB), falou com exclusividade com RepórterMT sobre o polêmico caso envolvendo a Ata de registro de candidatura quando foi eleito senador da República em 2010.

Taques rebateu dizendo que a ação protocolada no TRE, pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT), que foi adversário de Taques na corrida ao Senado, não contamina o seu mandato.

O senador criticou o jogo sujo, mas sem nominar pessoas envolvidas, de que a atitude de passar para a população que haveria uma fraude no seu registro teve interesses não republicanos e atribuiu o fato ao período eleitoral.“Isso seja de um processo pré-eleitoral, acredito que não haja perseguição do Tribunal Regional Eleitoral.

OUÇA A ENTREVISTA EXCLUSIVA DE TAQUES SOBRE A ATA

DESOBRAMENTOS DO CASO DA ATA DE REGISTRO DE PEDRO TAQUES 

O juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, José Luís Blaszak, em entrevista ao RepórterMT, disse que na próxima segunda-feira (15) deve apresentar, durante a sessão do Pleno, qual a sua decisão sobre a Ata de Registro de Candidatura do Senador Pedro Taques (PDT).

Ele comentou que deve decidir se dá prosseguimento ou não a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) proposta pelo ex-deputado Carlos Abicalil (PT). De acordo com a proposta, a Ata que registrou Pedro Taques e os dois suplentes seria falsa, já que segundo a denúncia, houve troca na composição dos suplentes. Abicalil pede a perda de mandato de Taques.

Abicalil entrou com a Aime no mesmo ano em que Taques foi eleito senador. Na Ata original, o primeiro suplente é José de Medeiros e o segundo, Paulo Fiúza. 

A coligação entrou também no mesmo ano, após as eleições, com um documento para que o TRE/MT alterasse a composição dos suplentes, colocando Paulo Fiúza como primeiro, mas isso não chegou a acontecer.

Fiúza entrou com uma Ação Declaratória para mudar a composição dos suplentes do senador Pedro Taques (PDT), no final do ano passado.

Fiúza pediu para que fosse anexada a esse processo a Ata original que estava no processo 1530, que foi enviada para o TRE/MT informando a composição original: Pedro Taques para o senado e suplentes José Antônio de Medeiros e Fiúza na segunda suplência. 

A Ação Declaratória feita por Fiúza pede para que ele fique em primeiro lugar na suplência e José Antônio Medeiros em segundo. Segundo Blaszak, ele deferiu o pedido para que a Ata original fosse então ‘apensada’ nessa Ação Declaratória. 

Por causa disso, a Ata, que nunca saiu do Tribunal Regional Eleitoral, foi dada como ‘sumida’. Para localizar a ‘original’, membro da Coligação Mato Grosso Melhor para Você foram notificados para apresentar o documento. Mas não foi necessário, já que Blaszak depois explicou o que teria ocorrido. A Ata original esta na Ação Declaratória e não na Aime. O caso ganhou repercussão na imprensa por causa do turbilhão provocado para que a Ata fosse apresentada. 

Há nos bastidores a informação de que a Ação contra Taques não deve prosperar, já que a Ata original foi encontrada. Com isso, na próxima segunda-feira (15), a expectativa gira em torno de um possível arquivamento da Aime.

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