ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O senador Jayme Campos (DEM) , na última sexta-feira (4), após a posse do secretário de Comunicação do Estado, Marcos Lemos, o Marcão, disse que o governador Silval Barbosa (PMDB), momentos antes do evento, no gabinete dele, perguntou se o Democrata não teria interesse em concorrer nestas eleições para o governo.
Jayme, em resposta, alegou que não teria mais saúde para isso, já que está com 63 anos de idade. Mas o ex-governador de Mato Grosso, de 91 a 94, ponderou que vai concorrer na reeleição para o Senado, já que, segundo Jayme, seria uma eleição mais tranquila de trabalhar.
Mas o que chamou a atenção, não foi simplesmente a pergunta sobre um possível interesse em disputar o Paiaguás, mas o fato de Silval ter tido interesse em convidar Jayme para ser o candidato ao governo pela base governista. Jayme disse que ficou lisonjeado com o convite, mas refutou dele.
Abaixo, ouça o aúdio da entrevista de Jayme Campos ao RepórterMT:
GAFE PALACIANA
No mesmo dia, só que durante a parte da manhã, o governador Silval Barbosa já havia cometido uma gafe. Ao lado do vice-governador Chico Daltro (PSD), que é pré-candidato ao Governo do Estado, Silval que defende a candidatura do ex-juiz federal Julier Sebastião, recém-filiado ao PMDB, para representar o grupo na disputa pela vaga de governador.
“Eu defendo a candidatura de Julier sim e defendo que ele tem que vir para a discussão desse arco de aliança. Agora temos mais uma opção, uma opção de qualidade como é do Julier. Ele vem para a discussão e se tiver melhor lá na frente é o nosso candidato”, declarou Silval sem se dar conta do constrangimento causado ao pré-candidato ao lado.
Para o governador, o fato de Julier ter um perfil político semelhante ao do maior adversário do grupo, o senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato a governador pela oposição, não tira suas chances de crescimento, já que as propostas de campanha seriam o diferencial.
“Se neutralizar é relativo. Eleição é eleição. Programa de governo é programa de governo, isso é relativo e vai ser difundido num debate eleitoral”, pontuou.
Em sua análise política, Silval também aposta que se o grupo formado pelos partidos que buscam sua sucessão e a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em Mato Grosso, mantiver a união, não corre o risco de perder a eleição no Estado. Para ele, a estrutura da base é mais forte que o nome.
“A manutenção da estrutura política em todo estado de Mato Grosso é muito grande, dificilmente perdemos a eleição”, frisou.
















