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Cuiabá, 16 de Junho de 2026
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07 de Abril de 2014, 17h:28 - A | A

POLÍTICA / DENTRO DE GABINETE

Silval fez convite para Jayme ser candidato ao governo pela base governista

Jayme, em resposta, alegou que não teria mais saúde para isso, já que está com 63 anos de idade

ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO



O senador Jayme Campos (DEM) , na última sexta-feira (4), após a posse do secretário de Comunicação do Estado, Marcos Lemos, o Marcão, disse que o governador Silval Barbosa (PMDB), momentos antes do evento, no gabinete dele, perguntou se o Democrata não teria interesse em concorrer nestas eleições para o governo.

Jayme, em resposta, alegou que não teria mais saúde para isso, já que está com 63 anos de idade. Mas o ex-governador de Mato Grosso, de 91 a 94, ponderou que vai concorrer na reeleição para o Senado, já que, segundo Jayme, seria uma eleição mais tranquila de trabalhar. 

Mas o que chamou a atenção, não foi simplesmente a pergunta sobre um possível interesse em disputar o Paiaguás, mas o fato de Silval ter tido interesse em convidar Jayme para ser o candidato ao governo pela base governista. Jayme disse que ficou lisonjeado com o convite, mas refutou dele.

Abaixo, ouça o aúdio da entrevista de Jayme Campos ao RepórterMT:

GAFE PALACIANA

No mesmo dia, só que durante a parte da manhã, o governador Silval Barbosa já havia cometido uma gafe. Ao lado do vice-governador Chico Daltro (PSD), que é pré-candidato ao Governo do Estado, Silval que defende a candidatura do ex-juiz federal Julier Sebastião, recém-filiado ao PMDB, para representar o grupo na disputa pela vaga de governador.

“Eu defendo a candidatura de Julier sim e defendo que ele tem que vir para a discussão desse arco de aliança. Agora temos mais uma opção, uma opção de qualidade como é do Julier. Ele vem para a discussão e se tiver melhor lá na frente é o nosso candidato”, declarou Silval sem se dar conta do constrangimento causado ao pré-candidato ao lado.

Para o governador, o fato de Julier ter um perfil político semelhante ao do maior adversário do grupo, o senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato a governador pela oposição, não tira suas chances de crescimento, já que as propostas de campanha seriam o diferencial.

“Se neutralizar é relativo. Eleição é eleição. Programa de governo é programa de governo, isso é relativo e vai ser difundido num debate eleitoral”, pontuou.

Em sua análise política, Silval também aposta que se o grupo formado pelos partidos que buscam sua sucessão e a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), em Mato Grosso, mantiver a união, não corre o risco de perder a eleição no Estado. Para ele, a estrutura da base é mais forte que o nome. 

“A manutenção da estrutura política em todo estado de Mato Grosso é muito grande, dificilmente perdemos a eleição”, frisou.

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