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Cuiabá, 24 de Maio de 2024
24 de Maio de 2024

30 de Dezembro de 2010, 12h:46 - A | A

POLÍTICA /

Senadores não reeleitos demitem mais de mil. Serys e Gollner, quase 70



JOÃO NEGRÃO
DE BRASÍLIA

A senadora Serys Marly (PT) é uma entre os 37 senadores que não se reelegeram em 2010 e vão deixar o cargo no dia 31 de janeiro para que sejam empossados os eleitos em 1º de fevereiro. Com a saída desses congressistas, o Senado vai demitir 1.062 servidores comissionados, mais 196 da Mesa Diretora da Casa, totalizando 1.258 cargos de confiança. A senadora mato-grossense está entre os que mais mantêm esses cargos, num total de 50. Gilberto Gollner (DEM) tem 19. Os salários variam de R$ 1,5 mil a R$ 11,3 mil.

O número de comissionados de Serys só perde para os dos democratas Heráclito Fortes (PI), que possui 68 cargos, Efraim Morais (PB), com 66, e Adelmir Santana (DF), com 55, e o senador Mão Santa (PSC-PI), com 62. Ela empata com Mauro Fecury (PMDB-MA). O senador não-reeleito com menos cargos de confiança é Tasso Jereissati (PSDB-CE), que mantém apenas 16 servidores em seu gabinete.

Dos 50 cargos de confiança mantidos por Serys, 45 são de responsabilidade de seu mandato e cinco são do seu cargo de segunda vice-presidente da Mesa Diretora do Senado. Dos 45, 18 estão lotados em seu gabinete em Brasília e 27 em seu escritório em Cuiabá. Já Gollner está entre os que possuem menos assessores comissionados. Dos 19, dez estão lotados no gabinete em Brasília e nove em seu escritório no Estado.

O curioso é que a manutenção desses funcionários de parlamentares “atuando” nos Estados não tem uma fiscalização por parte do Senado ou de órgãos de controle público. Cada senador tem até R$ 100 mil por mês para gastar com comissionados. Eles simplesmente são contratados dentro das cotas a que têm direito. Se de fato fazem trabalho parlamentar, é uma dúvida.

Sabe-se, por exemplo, que dos 27 que Serys mantém no Estado a maioria não trabalha diretamente com a senadora para o seu mandato e sim com seus aliados dentro de sua tendência política no PT de Mato Grosso, entre os quais alguns dirigentes partidários.

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