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25 de Novembro de 2014, 21h:00 - A | A

POLÍTICA / MENDES ADMITE

Prefeitura opera com a capacidade mínima de orçamento e falta dinheiro em caixa

Prefeito disse que vai apresentar aos vereadores números precisos sobre a real situação financeira de Cuiabá.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) afirmou nesta terça-feira (25) que espera receber dos vereadores a compreensão necessária para realizar a reforma administrativa anunciada na última semana, que prevê extinção o cursinho pré-vestibular Cuiabá Vest, diversas alterações nas pastas municipais e demissão de 500 servidores.

Para ser sancionado, a Câmara de Vereadores de Cuiabá precisa aprovar o projeto, que será enviado à Casa nesta quarta-feira (25). Mendes disse ao RepórterMT que a prefeitura opera com a capacidade mínima de orçamento, e que falta dinheiro no “caixa“. Para ele, a reforma administrativa é uma demonstração de quem “faz política com seriedade” e a obrigação do município seria apenas com o ensino fundamental.

“O município tem a obrigação com o ensino fundamental, com as crianças. Entre abrir creches e abrir um cursinho pré-vestibular, eu vou cuidar das crianças. Se tivesse sobrando dinheiro, eu poderia até fazer universidades em Cuiabá, mas não está. Está faltando dinheiro, então não podemos ficar se metendo a fazer aquilo que não é nossa obrigação”, declarou ele.

Mendes disse que vai apresentar aos vereadores números precisos sobre a real situação financeira de Cuiabá. Na manhã de hoje, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou, por unanimidade, as contas do Palácio Alencastro referente a 2013, assim como de todas as 24 secretarias municipais. Os conselheiros “rasgaram elogios” ao prefeito. Leia AQUI.

“Nossas contas foram aprovadas com louvor, e eu confio que os vereadores compreendem o processo político. Os números que estamos apresentando são absolutamente verdadeiros, a realidade da economia brasileira vive um momento muito difícil. 2015 tem um cenário extremamente preocupante e temos que nos adaptar a essa nova realidade. Quem não ‘enxugar’, vai pagar um preço muito caro. Eu estou fazendo a minha parte e tenho certeza que os vereadores farão a deles”, completou ele.

Mendes disse desconhecer de quem é a obrigação de investir em cursinhos pré-vestibular para alunos carentes, mas foi enfático ao dizer que não irá mudar de ideia sobre a extinção do Cuiabá Vest. Declarou respeitar a iniciativa do ex-prefeito Wilson Santos (PSDB) – criador do programa, mas garantiu ser inviável financeiramente para a Capital de Mato Grosso.

“Não vamos fazer o que é dos outros, enquanto existem centenas obrigações do município que não estão sendo cumpridas há anos. Isso não é fazer política com seriedade. Eu desconheço se é obrigação do Estado. Do município não é. Isso é um programa que alguém criou momentaneamente. Vamos respeitar isso, mas a minha visão é de fazer política dentro do que é obrigação. Porque se nesse país todo mundo cumprisse a sua obrigação, o Brasil seria um país muito melhor”, declarou o prefeito.

Líder do Governo na Câmara, o vereador Leonardo de Oliveira (PTB) afirmou que aguarda a chegada do projeto para começar o convencimento entre os colegas. Nesta terça-feira (25) vereadores já se posicionaram contrários a extinção do programa e de outros pontos da reforma. Leia AQUI.

“Estamos esperando o projeto para ver realmente como seria o corpo de cada secretaria. Temos uma reunião com o prefeito para ver o posicionamento dele. Depois disso poderei trabalhar no convencimento com os vereadores. Pelo que o prefeito adiantou, ele quer trabalhar na competência exclusiva da prefeitura, que é o ensino fundamental. Ele investiu 28% em Educação ao passado e ano que vem quer investir 29%.”, disse Leonardo.

A reforma

A proposta de Mendes tem causado “arrepios” tanto na Câmara, como no Palácio Alencastro. Ele afirmou que irá demitir 500 servidores comissionados, o que pode atingir cargos de indicação política, reduzir de 24 para 15 o número de Secretarias da Prefeitura com o objetivo de “segurar” R$ 15 milhões do orçamento.

Dos quais R$ 5 milhões sairão do corte de servidores, R$ 5 milhões da gestão de carros alugados, custeio da máquina e outros R$ 5 milhões de imóveis alugados, telefonia e outras medidas.

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Mendes acaba com nove secretarias e demite 500 servidores de Cuiabá

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meire 26/11/2014

É ISSO TEKA, ESSES VEREADORES SÃO TODOS MALA, ELES QUE PAGUEM O CUIABÁ VEST, ELES RECEBEM MUITO E NÃO FAZ NADA DE LEI. PREFEITO BOLA PRA FRENTE CONTINUA FIRME COM A SUA MUDANÇA. PRECISAMOS DE OBRAS NOS BAIRROS POBRES DA NOSSA CAPITAL E ESSE VEREADORES, FICA CASSANDO CONFUSÃO PRINCIPALMENTE ESSE DILAMARIO. CAI FORA DILAMARIO.

Teka Almeida 26/11/2014

Não entendo tanto disque-me-disque nessa questão. O que está acontecendo é esses vereadores contra querer fazer apelo politico, que estão a favor da população, mas na verdade estão apenas de olho nos seus afilhados/esposa que ficarão fora do cabide. Diga-se de passagem, que lugar de cabide é no guarda-roupa e não em serviço público. É só observar a constituição federal e estadual, e ver qual a obrigação das esferas. O município é obrigado a oferecer o ensino infantil e básico. Agora se os vereadores querem mesmo fazer o apelo politico, então esses manifestantes exijam que: 1 - seja diminuído o duodécimo da "casa dos Horrores", ou 2 - a verba indenizatória paga a eles que banquem o Cuiabá Vest. Ai sim o dinheiro seria muito bem empregado, ai quem sabe de " Casa dos Horrores" passaria a ser chamada de " Casa dos Favores". Mas já adianto, mexer no bolso deles não... isso seria uma afronta e ainda alegariam ser inconstitucional. Pensem... analisem e vejam o que preconiza a Constituição... de resto é tudo eleitoreiro e querem apenas manter seus afilhados/esposa nos cabides de emprego.

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