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09 de Janeiro de 2015, 13h:29 - A | A

POLÍTICA / HERANÇA PETISTA

Prédios precários e falta de efetivo são problemas mais graves da Educação, segundo Permínio

Permínio Pinto fala em possível atraso no início do ano letivo e estuda chamar concurso público

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Secretário diz que em 100 dias vai entregar levantamento de demandas mais urgentes ao governador Taques

Secretário diz que em 100 dias vai entregar levantamento de demandas mais urgentes ao governador Taques

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, disse que os dois problemas mais dramáticos na pasta que acaba de assumir são a precária infraestrutura das escolas estaduais de Mato Grosso e a falta de efetivos, o que deve obrigar o governo recém-empossado a pensar seriamente em um concurso público e a talvez adiar o início do ano letivo, para reformas mais urgentes.

O ano letivo está previsto para iniciar em 9 de fevereiro, mas, segundo o secretário, algumas unidades estão sem condições de receber alunos.

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“Nós faremos de tudo para isso não acontecer, em que pese haja algumas unidades escolares com dificuldades na infraestrutura. Determinei à minha equipe que faço diagnóstico aprofundado sobre essa situação e aí sim teremos condições de tomar providências”, destacou.

Ele já acessou um diagnóstico prévio, ainda não concluso, mas que aponta a gravidade de pelo menos sete unidades, sendo três em Cuiabá e quatro em Várzea Grande.

Segundo o secretário, alguns prédios construídos nos últimos anos já estão com problemas graves. “Isso nós leva a uma realidade muito triste, porque há inclusive obras hoje em plena atividade que já estão comprometidas”, informa. Ele diz ter notícias de pelo menos duas escolas que terão de ser demolidas antes de inauguradas, sendo uma na gleba Coqueiral e outra em Alta Floresta.

Isso decorre, conforme o secretário, por falta de fiscalização na execução dos empreendimentos. “Tem muita gente contratada para fazer isso sem preparo. Cerca de 120 só no setor de infraestrutura escolar e muitos sem condições de fazer a fiscalização e a devida medição destas obras”, avalia.

Apesar deste problema estrutural, Permínio reforça que, em um governo que pretende priorizar a Educação, o foco será didático. As obras serão trataras em secretárias de cidades e infraestrutura, que têm aptidão para tal. “Nós vamos cuidar de educação, mas é lógico precisamos ter escolas em melhores condições”.

O secretário se diz “preparado, motivado e determinado” a comandar a pasta da Educação, que engloba 38 mil servidores e 437 mil alunos, com o apoio total do governador. No discurso de posse, Taques ressaltou que: “Nosso governo terá mania de educar”.

Não é novo o problema estrutural das escolas estaduais de Mato Grosso. Quando assumiu o governo, Blairo Maggi (PR) comparou algumas delas a “pocilgas”, o que gerou polêmica na ocasião. Mas nem o governo de Maggi e bem o seguinte, de Silval Barbosa (PMDB), conseguiu resolver este problema, na visão do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública de Mato Grosso (Sintep-MT). A vice-presidente da entidade, Miriam Botelho, disse que “sai governo e entra governo e nada muda”. A Educação em MT foi gerida pelo PT durante todo o período Maggi / Silval que começou em 2003.

Em agosto do ano passado, no dia do Estudante, o Sintep apresentou um dossiê mostrando que de fato há muitas unidades em péssimas condições. Algumas delas foram construídas fora dos padrões, com salas menores do que 48 metros quadrados, como determina a lei. “Tudo isso é resultante da falta de responsabilidade dos governos em receber obras mal feitas”, critica a sindicalista.

Outro problema da pasta já apontado pelo secretário é a falta de pessoal efetivo no setor. Hoje são 18.500 contratados, ou seja, 50% do total de trabalhadores, e Permínio acredita que, através de um concurso, isso possa cair para 25%.

O Sintep também entende que é urgente chamar um concurso público, tanto que na greve de 2013, última paralisação da categoria, já exigia isso. Após 67 dias de braços cruzados, o governo de então garantiu aos grevistas que faria concurso em 2014, o que não foi cumprido.

Outra conquista dos professores, com a greve, foi o reajuste salarial escalonado em 10 anos, sendo que a primeira parte já foi aplicada em março de 2014 e a segundo está prevista para maio deste ano e deve representar mais 6% de aumento do piso, além da inflação. Com isso, o piso do professor da rede estadual de Mato Grosso subirá para R$ 1.945, ficando em quarto ou quinto entre os melhores do país.

O secretário Permínio, no entanto, não tratou sobre aumento salarial na entrevista ao SBT. O Repórter MT tentou falar com ele sobre o assunto, mas, via assessoria de imprensa, pediu calma, porque o momento é de avaliação do quadro deixado pelo governo Silval.

Para reforçar a qualidade do ensino, o secretário disse que vai mudar a equipe. “O governador Pedro me determinou que montasse uma equipe que tivesse os olhos voltados para o pedagógico. Não que as atividades meio não sejam importantes, são importantes, mas o foco precisa ser o pedagógico. O foco precisa ser o aluno em sala de aula e profissional motivado e preparado para formação desses nossos alunos”.

Ele destaca que os índices que avaliam o ensino em Mato Grosso são ruins, assim como em todo o Brasil. “Não adianta tapar o sol com a peneira. Precisamos tratar a educação como prioridade, com seriedade e investir mais”.

Permínio afirma que encontrou “uma secretaria priorizando atividades meio em detrimento da atividade principal, que é pedagógica”. Disse que “os gestores estavam virados de costas para a sociedade, o que é muito sério”. Propõe que as famílias sejam levadas para dentro das escolas, caso contrário será difícil mudar o modelo educacional e obter bons resultados na aprendizagem.

Disse que enxerga o sistema público com um só e não separado em estadual e municipal por isso pretende se aproximar dos prefeitos. 

Lamentou o fato do telefone da Secretaria de Educação estar cortado há alguns meses por falta de pagamento e garantiu que em 100 dias vai entregar nas mãos do governador um levantamento de toda a demanda necessária para mudar esta realidade. 

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Mariah 09/01/2015

TODA MAQUIAGEM SAI COM ÁGUA E SABÃO E TODA MÁSCARA CAI COM O TEMPO!!! PT SAUDAÇÕES.

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palhaça 09/01/2015

Olha o piso salarial do professor ai gente ... "Com isso, o piso do professor da rede estadual de Mato Grosso subirá para R$ 1.945, ficando em quarto ou quinto entre os melhores do país." Enquanto isso, governadores, secretários, juízes, desembargadores, deputados, vereadores todos ganhando uma pequena fortuna mensalmente... Mas, se der um aumento REAL de 10% para os professores pronto, quebra o estado!!!

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2 comentários