DO REPÓRTERMT
O PL rejeita um acordo político para poupar Alexandre de Moraes e pretende avançar com seu impeachment no Senado em 2027, segundo apuração da CNN Brasil divulgada nesta terça-feira (6). O ministro Flávio Dino também está na mira da legenda, mas uma ofensiva contra ele dependeria de sua atuação diante de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro à Presidência.
De acordo com a reportagem, aliados de Flávio interpretaram movimentações de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) como sinais de abertura para uma negociação. Entre as possibilidades estariam a revisão da prisão de Jair Bolsonaro e a aceitação de uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
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No caso de Dino, a CNN cita como possíveis pontos de atrito investigações sobre interferência estrangeira nas eleições e apurações sigilosas envolvendo emendas parlamentares.
A legenda calcula ter 49 votos favoráveis ao impeachment de Moraes, cinco abaixo dos 54 necessários, conforme a emissora.
A defesa do afastamento de Moraes também ganhou uma manifestação pública do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em conversa com a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, nesta terça-feira, o parlamentar afirmou que eventuais gestos do ministro não mudariam sua posição.
“Isso não tem negociação. É inegociável”, declarou Nikolas, ao defender que a nova composição do Senado avance contra Moraes. A declaração ocorreu após o magistrado autorizar a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, para o regime semiaberto.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, adotou um tom mais cauteloso na segunda-feira (5). Em entrevista à GloboNews, afirmou que a discussão sobre impeachment dependerá dos senadores e defendeu equilíbrio na condução do tema.
“Não interessa pôr fogo no país. O que nós precisamos agora é tocar o país para frente”, afirmou o dirigente.








