ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
O Procurador-Geral do Estado, Patryck de Araújo Ayala, afirmou em entrevista exclusiva ao RepórterMT que aguarda a finalização de estudos técnicos periciais, encomendados pela Secopa sob recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para iniciar ações necessárias referentes à finalização das obras da Copa do Mundo, em Cuiabá e Várzea Grande.
De acordo com ele, nesta segunda-feira (5), o governador Pedro Taques (PDT) pediu que a procuradoria também iniciasse estudos paralelos para responsabilizar as empresas que entregaram obras de péssima qualidade, e para fazer a repactuação de contratos. Os trabalhos de levantamento ainda não possuem prazos para que os resultados sejam apresentados à sociedade.
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“Quando mencionamos ações, temos um sentido amplo, como ações judiciais e administrativas. Tudo isso vai culminar na responsabilização das empresas. Pode ser reparação aos danos, ressarcimento, repactuação, atualização de valores... Esse conjunto de ações vai ser o resultado desse diagnóstico que já começou ontem”, disse Ayala.
"Alguns levantamentos já foram produzidos, mas nem todos estão ao alcance do governador".
Das 52 obras de mobilidade urbana previstas para a Copa, cerca de 40 não foram concluídas, entre as principais o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Somente para o novo modal, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) pagou 70% da obra, o que significa cerca de R$ 1 bilhão, sendo que o total de custos é de R$ 1,4 bilhão.
Uma auditoria independente foi contratada pela Secopa em 2014 para avaliar a segurança das obras de arte. A medida se fez necessária após falhas estruturais serem detectadas no Viaduto da Sefaz, que precisou ser escorado com mais concreto e que ainda hoje permanece interditado sob risco de desabamento. A obra custou R$ 18 milhões aos cofres públicos.
“Alguns levantamentos já foram produzidos, mas nem todos estão ao alcance do governador. Esse material está sob avaliação da auditoria, mas conclusões e diagnósticos ainda deverão aguardar os resultados, que devem começar a ser expostos até final de janeiro. Temos que ter acesso a um conjunto extenso de dados, e alguns já começam a aparecer”, completou o procurador. (Com colaboração de Abdalla Zarour).














