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06 de Janeiro de 2015, 10h:05 - A | A

POLÍTICA / PARA PUNIR EMPRESAS

PGE aguarda estudos encomendados pela Secopa para punir empresas que 'fizeram' obras da Copa

Das 52 obras de mobilidade urbana previstas para a Copa, cerca de 40 não foram concluídas.

Divulgação

Patryck Ayala disse que espera relatório para poder dar andamento nos trabalhos da PGE

Patryck Ayala disse que espera relatório para poder dar andamento nos trabalhos da PGE

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O Procurador-Geral do Estado, Patryck de Araújo Ayala, afirmou em entrevista exclusiva ao RepórterMT que aguarda a finalização de estudos técnicos periciais, encomendados pela Secopa sob recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para iniciar ações necessárias referentes à finalização das obras da Copa do Mundo, em Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com ele, nesta segunda-feira (5), o governador Pedro Taques (PDT) pediu que a procuradoria também iniciasse estudos paralelos para responsabilizar as empresas que entregaram obras de péssima qualidade, e para fazer a repactuação de contratos. Os trabalhos de levantamento ainda não possuem prazos para que os resultados sejam apresentados à sociedade.

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“Quando mencionamos ações, temos um sentido amplo, como ações judiciais e administrativas. Tudo isso vai culminar na responsabilização das empresas. Pode ser reparação aos danos, ressarcimento, repactuação, atualização de valores... Esse conjunto de ações vai ser o resultado desse diagnóstico que já começou ontem”, disse Ayala.

"Alguns levantamentos já foram produzidos, mas nem todos estão ao alcance do governador".

Das 52 obras de mobilidade urbana previstas para a Copa, cerca de 40 não foram concluídas, entre as principais o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Somente para o novo modal, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) pagou 70% da obra, o que significa cerca de R$ 1 bilhão, sendo que o total de custos é de R$ 1,4 bilhão.

Uma auditoria independente foi contratada pela Secopa em 2014 para avaliar a segurança das obras de arte. A medida se fez necessária após falhas estruturais serem detectadas no Viaduto da Sefaz, que precisou ser escorado com mais concreto e que ainda hoje permanece interditado sob risco de desabamento. A obra custou R$ 18 milhões aos cofres públicos.

“Alguns levantamentos já foram produzidos, mas nem todos estão ao alcance do governador. Esse material está sob avaliação da auditoria, mas conclusões e diagnósticos ainda deverão aguardar os resultados, que devem começar a ser expostos até final de janeiro. Temos que ter acesso a um conjunto extenso de dados, e alguns já começam a aparecer”, completou o procurador. (Com colaboração de Abdalla Zarour).

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