Karine Arruda/RepórterMT

Pedro Taques ficou em quinto lugar na disputa por uma vaga no Senado Federal
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O ex-governador Pedro Taques (PSB) amargou neste domingo (4) mais uma derrota nas urnas. Candidato ao Senado Federal, ele terminou a disputa em quinto lugar, com 224.621 votos (6,28%). Taques já havia sido derrotado na tentativa de reeleição ao governo de Mato Grosso, em 2018, quando se tornou o primeiro governador do estado a não conseguir renovar o mandato. Também em 2020 ele tentou a eleição suplementar ao Senado e foi derrotado.
Nas eleições deste ano, foram eleitos ao Senado Mauro Mendes (União), com mais de 1,1 milhão, ou 33,21% dos votos; e José Medeiros (PL), com 977.777, ou 27,35% dos votos.
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Durante a sua trajetória, Taques já ocupou uma cadeira no Senado Federal entre 2011 e 2014 pelo PDT. O mandato dele iria até 2019, mas deixou o cargo para assumir o Governo de Mato Grosso.
Ainda pelo PDT, ele foi eleito governador nas eleições de 2014 e governou o estado entre 2015 e 2019.
Ao tentar a reeleição, já pelo PSDB, foi derrotado. Naquele ano, acabou ficando em terceiro lugar, com 19% ou 271.952 votos.
Wellington Fagundes, na época filiado ao PR, ficou em segundo lugar, com 19,56% ou 280.055 votos.
O vencedor foi Mauro Mendes, na época filiado ao DEM, que teve 840.094, ou 58,69% dos votos, sendo eleito ainda no primeiro turno. O vice de Mauro era o então governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Pedro Taques ficou conhecido como o primeiro governador de Mato Grosso a perder uma tentativa de reeleição na história política do estado.
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O motivo pode ter sido o desgaste que enfrentou durante seu mandato, como dificuldades financeiras, atrasos e escalonamento de salários de servidores públicos estaduais, além de greves prolongadas em setores como o da educação.
O governo de Taques também foi protagonizado pela falta de repasses para a saúde, pelo isolamento político com a perda de aliados durante o mandato e pelo escândalo que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”, suposto esquema clandestino de interceptações telefônicas operado por membros da Polícia Militar e do alto escalão, que espionava políticos, jornalistas e advogados.
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Ao ser derrotado por Mauro Mendes em 2018, Pedro Taques, nas eleições deste ano, adotou uma estratégia de comunicação voltada à associação reiterada de Mendes a supostos esquemas de corrupção, mediante acusações diretas, conteúdos nas redes sociais, criação de bordões e personagens e anúncios pagos em diferentes meios de comunicação.
Ele foi alvo de pelo menos 59 ações eleitorais ao longo do período eleitoral e sofreu cerca de 40 condenações, com multas superiores a R$ 200 mil.
Taques também foi alvo de pedido de cassação do registro de candidatura.
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