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05 de Outubro de 2026, 10h:34 - A | A

POLÍTICA / DECLÍNIO POLÍTICO

Pedro Taques amarga terceira derrota nas urnas e termina eleição para o Senado em quinto lugar

Ex-governador já havia sido derrotado na tentativa de reeleição em 2018, quando se tornou o primeiro governador de Mato Grosso a não renovar o mandato

Karine Arruda/RepórterMT

Pedro Taques ficou em quinto lugar na disputa por uma vaga no Senado Federal

Pedro Taques ficou em quinto lugar na disputa por uma vaga no Senado Federal

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O ex-governador Pedro Taques (PSB) amargou neste domingo (4) mais uma derrota nas urnas. Candidato ao Senado Federal, ele terminou a disputa em quinto lugar, com 224.621 votos (6,28%). Taques já havia sido derrotado na tentativa de reeleição ao governo de Mato Grosso, em 2018, quando se tornou o primeiro governador do estado a não conseguir renovar o mandato. Também em 2020 ele tentou a eleição suplementar ao Senado e foi derrotado.

Nas eleições deste ano, foram eleitos ao Senado Mauro Mendes (União), com mais de 1,1 milhão, ou 33,21% dos votos; e José Medeiros (PL), com 977.777, ou 27,35% dos votos.

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Durante a sua trajetória, Taques já ocupou uma cadeira no Senado Federal entre 2011 e 2014 pelo PDT. O mandato dele iria até 2019, mas deixou o cargo para assumir o Governo de Mato Grosso.

Ainda pelo PDT, ele foi eleito governador nas eleições de 2014 e governou o estado entre 2015 e 2019.

Ao tentar a reeleição, já pelo PSDB, foi derrotado. Naquele ano, acabou ficando em terceiro lugar, com 19% ou 271.952 votos.

Wellington Fagundes, na época filiado ao PR, ficou em segundo lugar, com 19,56% ou 280.055 votos.

O vencedor foi Mauro Mendes, na época filiado ao DEM, que teve 840.094, ou 58,69% dos votos, sendo eleito ainda no primeiro turno. O vice de Mauro era o então governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Pedro Taques ficou conhecido como o primeiro governador de Mato Grosso a perder uma tentativa de reeleição na história política do estado.

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O motivo pode ter sido o desgaste que enfrentou durante seu mandato, como dificuldades financeiras, atrasos e escalonamento de salários de servidores públicos estaduais, além de greves prolongadas em setores como o da educação.

O governo de Taques também foi protagonizado pela falta de repasses para a saúde, pelo isolamento político com a perda de aliados durante o mandato e pelo escândalo que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”, suposto esquema clandestino de interceptações telefônicas operado por membros da Polícia Militar e do alto escalão, que espionava políticos, jornalistas e advogados.

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Ao ser derrotado por Mauro Mendes em 2018, Pedro Taques, nas eleições deste ano, adotou uma estratégia de comunicação voltada à associação reiterada de Mendes a supostos esquemas de corrupção, mediante acusações diretas, conteúdos nas redes sociais, criação de bordões e personagens e anúncios pagos em diferentes meios de comunicação.

Ele foi alvo de pelo menos 59 ações eleitorais ao longo do período eleitoral e sofreu cerca de 40 condenações, com multas superiores a R$ 200 mil.

Taques também foi alvo de pedido de cassação do registro de candidatura.

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