ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
"Nem tudo que reluz, pode ser ouro", diz o ditado. Enquanto todos costuram alianças, partidos colocam possíveis nomes de candidatos ao governo na tentativa desenfreada de conquistar o poder, o senador Blairo Maggi (PR) se dá ao luxo de desprezar sua candidatura ao Paiaguás, mesmo uma pesquisa apontando que o ex-governador não teria dificuldades de conquistar novamente a cadeira de chefe do Executivo.
Durante entrevista coletiva na tarde dessa quarta-feira (30), Maggi disse que mandou fazer uma pesquisa quantitativa e qualitativa, sem registro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), somente para que o partido tivesse conhecimento interno de como está seu nome ‘na praça’ e saber como está o quadro eleitoral no Estado.
“Hoje meu nome é bastante forte pra disputar e vencer as eleições, com margens muito boas sobre o segundo colocado, no caso o senador Pedro Taques”, comentou Maggi.
Mas o ex-governador alega que nem mesmo com uma pesquisa, que pode apontar a sua vitória, ainda é suficiente para mudar o seu pensamento. “Nem isso me fez mudar o meu pensamento, da forma como eu estou conduzindo, de fato, para não fazer parte das eleições em 2014”, relatou.
Como uma depressão pós-governo, Maggi se mostrou arredio à ideia de voltar a comandar o Paiaguás.” Já ficando quatro anos fora do governo, eu confesso que eu não me recuperei da ressaca do governo. Eu ainda tenho dificuldades de encarar isso, de aceitar, ter que voltar e fazer tudo de novo”, observou.
A preocupação da base governista é que fora Maggi, há um entendimento de que não há um nome de peso para disputar com o senador Pedro Taques (PDT). “Se o senador Blairo [Maggi] não for candidato, dentro desse grupo é tudo japonês. Quer dizer, vamos discutir porque é tudo a mesma coisa”, é o que pensa o deputado estadual José Riva (PSD). Isso revela porque a base aliada do governo Silval Barbosa (PMDB) insiste tanto para que Blairo saia candidato ao governo do estado.
Já existem conversas de que a manutenção da negativa de Maggi seria para que tanto o candidato do PMDB, Julier Sebastião, e Lúdio Cabral, pelo PT, pudessem ter mais chances para trabalhar seus nomes no Estado.
A impressão que se tem é que, caso os dois não consigam decolar, Maggi repense a ideia, com a pressão dos partidos aliados e também da presidente Dilma Rousseff (PT), e ceda e seja o candidato da situação para sucessão de Silval.
Esse pensamento existe porque Maggi, assim que saiu do governo, disse que não seria mais candidato e foi eleito senador na frente de Pedro Taques.
TV REPÓRTER
















