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01 de Outubro de 2026

01 de Outubro de 2026, 15h:55 - A | A

POLÍTICA / PROMETEU RENUNCIAR

Filho de Wellington nega que empresas da família têm incentivos fiscais, mas admite "beneficio tributário"

Empresário, filho do candidato Wellington Fagundes explicou que registros da Sefaz-MT refletem regras gerais aplicadas a classes de produtos e rechaçou o vínculo com uma das madeireiras listadas

Repórter MT

Empresário nega R$ 3 milhões em benefícios fiscais, diz que dados tratam de substituição tributária

Empresário nega R$ 3 milhões em benefícios fiscais, diz que dados tratam de substituição tributária

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O empresário João Antonio Fagundes Neto, filho do candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL), precisou explicar as acusações de que suas empresas teriam sido beneficiadas por incentivos fiscais do Estado. Em entrevista coletiva concedida hoje (1) após o último debate eleitoral da TV Vila Real (Grupo Gazeta de Comunicação), João Antônio argumentou que os valores apontados nos relatórios da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) dizem respeito a modelos de tributação aplicados de forma geral a setores econômicos e classes de produtos, e não a subsídios direcionados.

A fala ocorre após seu pai afirmar que deixaria a candidatura ao Governo de Mato Grosso caso fosse comprovado que sua esposa ou seus filhos receberam incentivos fiscais. Tudo porque durante entrevista na TVCA, realizado em 15 de setembro, o Wellington disparou: “Tenho as minhas empresas há mais de 50 anos e nunca recebi um real de incentivo fiscal e desafio qualquer um", disse na TV.

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Durante a entrevista, Wellington afirmou que o sistema de isenções no estado é "escandaloso" e apontou uma forte concentração de recursos em poucas mãos. Segundo o candidato, cerca de R$ 15 bilhões estariam concentrados em aproximadamente 30 grandes grupos econômicos, enquanto pequenos e médios empresários enfrentariam dificuldades de acesso a crédito.

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A fala caiu como uma bomba, já que seu candidato a vice-governador de Mato Grosso Reinaldo Morais (Novo), conhecido como "Rei do Porco", já recebeu mais de R$ 96 milhões em benefício. A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) emitiu nota oficial criticando as falas do candidato, dizendo que os incentivos tornam as empresas estaduais mais competitivas e fomentam a economia. Sem elas, conforme a federação, o estado teria menor capacidade financeira.

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Conforme os dados levantados anteriormente em planilhas de renúncia tributária, empresas associadas ao grupo familiar de Wellington, como a Zootec e a Raça Agro Norte, acumulavam registros na casa de R$ 1 milhão cada entre 2019 e 2025. Contudo, João Antônio esclareceu que o formato se enquadra no que classifica como "renúncia não programática", voltada a produtos específicos comercializados no setor e acessível a qualquer concorrente do mercado.

"Tudo é renúncia não-programática ou substituição tributária. Isso não é um tratamento para a minha empresa, é um tratamento para o produto que eu vendo a outra empresa. É para mim e para qualquer empresa, para o setor", disse.

O empresário também questionou a inclusão de uma terceira empresa no montante total divulgado pela imprensa, afirmando que a SGM Indústria e Beneficiamento de Madeiras Ltda., sediada em Colniza, não pertence à sua família. "A terceira empresa atribuída a mim [...] é uma empresa de Colniza, que é madereira, não é o setor que eu trabalho, essa empresa não me pertence", declarou.

Sobre os registros de enquadramento em programas de desenvolvimento estadual, como o Prodeic, o filho de Wellington Fagundes assegurou que as autorizações formais existentes não significam usufruto efetivo de recursos ou isenções diretas. Segundo ele, os dados abertos da Fazenda Pública demonstram que as empresas geridas por seu grupo não utilizaram montantes financeiros provenientes de incentivos dessa natureza nas operações diárias.

Veja o vídeo:

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