DA REDAÇÃO
O candidato ao governo de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), da coligação Atitude e Coragem para Mudar, disse na tarde desta segunda (21), ao RepórterMT, que a pesquisa vai continuar sendo divulgada, assim que for corrigida a margem de erro, que não foi divulgada. O senador disse que entende que os números da pesquisa Vox Populi, encomendada pelo Jornal Diário de Cuiabá, e divulgada na última sexta-feira (18), estão corretos, mas é preciso respeitar o Judiciário de Mato Grosso.
"Nós não contratamos a pesquisa; quem contratou é um jornal respeitado com mais de 40 anos de história e o instituto Vox Populi tem mais de 30 anos de história. Nós só copiamos o que estava na capa do Diário de Cuiabá; eles questionam que faltou a margem de erro só e vamos, então, colocar a margem e publicar de novo. A pesquisa continua com o mesmo número. A questão é a margem de erro, só isso; tem que cumprir a decisão judicial. Eu entendo que os números estão corretos, mas pesquisa melhor é o dia da eleição", avaliou.
"Nós só copiamos o que estava na capa do Diário de Cuiabá; eles questionam que faltou a margem de erro só e vamos, então, colocar a margem e publicar de novo"
A pesquisa do Vox Populi, registrada no TRE-MT sob número 0025/2014 e publicada no Jornal Diário de Cuiabá em data de 19.07.2014, foi impugnada a pedido da Coligação Viva Mato Grosso, liderada pelo candidato ao governo, José Riva (PSD).
O pedido de impugnação foi acatado na noite deste domingo (20) pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, plantonista do Tribunal Regional Eleitoral, que considerou que há indícios de fraude.
A magistrada proibiu a coligação de Taques de continuar divulgando os resultados. A juíza ainda determinou que todo material referente à pesquisa contrada pelo jornal Diário de Cuiabá seja apreendido e retirado de circulação. Segundo Ana Cristina, os questionários serão analisados.
O advogado da Coligação Viva Mato Grosso, ao contrário do que alega Taques, não cobra somente a margem de erro, mas revela que a pesquisa não teria observado a proporcionalidade da amostra, ouvindo 40% dos entrevistados em Cuiabá.
Diz ainda que a pesquisa não obedeceu aos termos da Resolução TSE n. 23.400, omitindo informações relevantes que afasta a confiabilidade do resultado, dado a possibilidade de sua manipulação.
A Resolução TSE n. 23.400 exige que a pesquisa tenha informações, entre outras: plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado, área física de realização do trabalho, margem de erro e nível de confiança.
















